
FENATTEL e SINTETEL trabalham para fortalecer acooperação entre Brasil e Áustria no campo do trabalho e dos sindicatos.
Na sexta-feira, 7 de novembro, o SINTETEL e a FENATTEL viajaram à Áustria e abriram diálogo com o sindicato GPA, liderado por Barbara Teiber. O objetivo foi conhecer a realidade sindical.
As entidades iniciaram tratativas para firmar um intercâmbio sindical internacional, fortalecendo a cooperação entre Brasil e Áustria no campo do trabalho e da organização dos trabalhadores.
Atualmente, a Áustria tem oito milhões de habitantes e quatro milhões de trabalhadores. Destes, 98% estão protegidos por acordos coletivos, um dado que chamou atenção da delegação brasileira.
No país, não há salário-mínimo definido por lei. Contudo, no setor de telecomunicações, o menor salário negociado em convenção coletiva é de dois mil euros, referência debatida no encontro.
Diferentemente do Brasil, a Áustria tem apenas uma federação sindical sem filiação partidária. Além disso, muitos direitos já estão garantidos em legislação, reduzindo disputas sobre temas fundamentais.
Ainda assim, persistem desafios: desigualdade salarial entre homens e mulheres, baixa participação de jovens no mercado, dificuldade no acesso a creches e tensões nas negociações diárias.
A delegação brasileira foi liderada por Gilberto Dourado e Cristiane do Nascimento, presidente e diretora secretária do SINTETEL, respectivamente, representando também a FENATTEL no encontro.
Compuseram o grupo os dirigentes Rogério Soares e Gabriela Cordeiro (SINTTEL-SC) e Alessandro Mota e Divino da Silva (SINTTEL-GO), reforçando a atuação nacional da federação na missão.
Pelo lado austríaco, participaram Stefan Hurt, Laura Sukarov-Eischer, Sophia Reisecker, Alexander Sollak, Franz Valsky e Thomas Aigner, que conduziram as apresentações e o intercâmbio institucional.
Durante o diálogo, os brasileiros destacaram a crise da saúde mental no mundo do trabalho e relataram ações debatidas no Brasil para promover trabalho decente e combater assédio nas empresas.
Por fim, a delegação entregou um ofício formalizando a proposta de intercâmbio. Em seguida, convidou os dirigentes do GPA para visitar o Brasil e conhecer a história e a estrutura sindical do país.
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