O encontro ocorreu na sede da entidade, na Liberdade, e, entre as pautas, destacaram-se a prorrogação do Congresso, temas jurídicos como pejotização e escala 6×1, além da marcha da classe trabalhadora.
Além disso, os dirigentes debateram o cenário político e as eleições de 2026, reforçando a necessidade de unidade e organização para enfrentar desafios nacionais.
O presidente da Força Sindical SP, Danilo Pereira da Silva, destacou o papel estratégico do encontro para alinhar as próximas mobilizações sindicais.
“A conjuntura política e a preparação para as eleições de 2026 exigem organização, unidade e planejamento, por essas e outras questões optamos por realizar o Congresso em 2027.”
Por sua vez, o secretário-geral Carlos Augusto de Oliveira, o Carlão, afirmou que a reunião tratou de temas estratégicos para o fortalecimento da entidade.
“Debatemos temas centrais para a classe trabalhadora, como o combate à pejotização e a redução da jornada, com o fim da escala 6 por 1.”
Além disso, Carlão alertou sobre a importância das eleições de 2026 para o futuro do movimento sindical brasileiro e dos trabalhadores.
“Precisamos de organização e engajamento para garantir avanços e fortalecer um projeto que assegure direitos, emprego e desenvolvimento para os trabalhadores.”

Sindicalistas se reuniram de forma híbrida, na sede da Central e com participações através do Zoom
Já o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, abordou a construção de uma pauta unitária entre as centrais sindicais.
“As principais pautas incluem a redução da jornada, o fim da escala 6 por 1, a queda dos juros, o combate ao feminicídio e a regulamentação do trabalho por aplicativos.”
Ele também destacou a importância da mobilização nacional prevista para 15 de abril, como instrumento de pressão e unidade do movimento sindical.
“A Marcha da Classe Trabalhadora será uma referência para o embate político de 2026, pois precisamos ter propostas e presença ativa nas eleições para influenciar os rumos do país.”
No campo jurídico, o assessor César Augusto de Mello explicou avanços no entendimento sobre a contribuição assistencial e destacou decisões recentes do Supremo Tribunal Federal.
“Como o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) no TST, que buscava uniformizar decisões sobre o direito de oposição, foi retirado de pauta, evitamos, neste momento, um possível retrocesso em relação ao entendimento do Supremo”.
Ainda de acordo com o assessor, a pejotização representa riscos significativos para os direitos trabalhistas e para a estrutura de proteção social no país.
“Esse modelo de contratação compromete o FGTS, a Previdência e o Sistema S, além de fragilizar profundamente a organização sindical e a proteção social no país”.
Ele reforçou o alerta sobre os impactos da ampliação dessa prática nas relações de trabalho brasileiras e na precarização das condições laborais.
“Se a pejotização for ampliada sem critérios, estaremos diante de uma precarização generalizada das relações de trabalho no Brasil.”
Por fim, o vice-presidente Adriano Lateri avaliou a participação da Força Sindical na 2ª Conferência Nacional do Trabalho e destacou avanços no debate tripartite.
“Foi um espaço importante de debate tripartite, onde, apesar dos embates, o movimento sindical saiu mais fortalecido”.
Além disso, ele ressaltou o papel ativo da entidade na construção de propostas que orientarão as próximas mobilizações e estratégias do movimento sindical.
“A Força Sindical teve participação ativa na Conferência, marcando posição e contribuindo para a construção de propostas que vão orientar as próximas mobilizações”.
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