PUBLICADO EM 19 de mar de 2026

Diretoria da Força SP debateu mobilizações e eleições

Direção da Força Sindical SP debateu eleições, pejotização, jornada e mobilização nacional, reforçando unidade e estratégias para 2026

Diretoria da Força SP debateu mobilizações e eleições

Diretoria da Força SP debateu mobilizações e eleições – Foto: Jaélcio Santana

A diretoria da Força Sindical São Paulo reuniu-se em 19 de março de 2026, em formato híbrido, com participação presencial e virtual de dirigentes estaduais.

O encontro ocorreu na sede da entidade, na Liberdade, e, entre as pautas, destacaram-se a prorrogação do Congresso, temas jurídicos como pejotização e escala 6×1, além da marcha da classe trabalhadora.

Além disso, os dirigentes debateram o cenário político e as eleições de 2026, reforçando a necessidade de unidade e organização para enfrentar desafios nacionais.

O presidente da Força Sindical SP, Danilo Pereira da Silva, destacou o papel estratégico do encontro para alinhar as próximas mobilizações sindicais.

“A conjuntura política e a preparação para as eleições de 2026 exigem organização, unidade e planejamento, por essas e outras questões optamos por realizar o Congresso em 2027.”

Por sua vez, o secretário-geral Carlos Augusto de Oliveira, o Carlão, afirmou que a reunião tratou de temas estratégicos para o fortalecimento da entidade.

“Debatemos temas centrais para a classe trabalhadora, como o combate à pejotização e a redução da jornada, com o fim da escala 6 por 1.”

Além disso, Carlão alertou sobre a importância das eleições de 2026 para o futuro do movimento sindical brasileiro e dos trabalhadores.

“Precisamos de organização e engajamento para garantir avanços e fortalecer um projeto que assegure direitos, emprego e desenvolvimento para os trabalhadores.”

Sindicalistas se reuniram de forma híbrida, na sede da Central e com participações através do Zoom

Marcha da Classe Trabalhadora

Já o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, abordou a construção de uma pauta unitária entre as centrais sindicais.

“As principais pautas incluem a redução da jornada, o fim da escala 6 por 1, a queda dos juros, o combate ao feminicídio e a regulamentação do trabalho por aplicativos.”

Ele também destacou a importância da mobilização nacional prevista para 15 de abril, como instrumento de pressão e unidade do movimento sindical.

“A Marcha da Classe Trabalhadora será uma referência para o embate político de 2026, pois precisamos ter propostas e presença ativa nas eleições para influenciar os rumos do país.”

No campo jurídico, o assessor César Augusto de Mello explicou avanços no entendimento sobre a contribuição assistencial e destacou decisões recentes do Supremo Tribunal Federal.

“Como o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) no TST, que buscava uniformizar decisões sobre o direito de oposição, foi retirado de pauta, evitamos, neste momento, um possível retrocesso em relação ao entendimento do Supremo”.

Ainda de acordo com o assessor, a pejotização representa riscos significativos para os direitos trabalhistas e para a estrutura de proteção social no país.

“Esse modelo de contratação compromete o FGTS, a Previdência e o Sistema S, além de fragilizar profundamente a organização sindical e a proteção social no país”.

Ele reforçou o alerta sobre os impactos da ampliação dessa prática nas relações de trabalho brasileiras e na precarização das condições laborais.

“Se a pejotização for ampliada sem critérios, estaremos diante de uma precarização generalizada das relações de trabalho no Brasil.”

Por fim, o vice-presidente Adriano Lateri avaliou a participação da Força Sindical na 2ª Conferência Nacional do Trabalho e destacou avanços no debate tripartite.

“Foi um espaço importante de debate tripartite, onde, apesar dos embates, o movimento sindical saiu mais fortalecido”.

Além disso, ele ressaltou o papel ativo da entidade na construção de propostas que orientarão as próximas mobilizações e estratégias do movimento sindical.

“A Força Sindical teve participação ativa na Conferência, marcando posição e contribuindo para a construção de propostas que vão orientar as próximas mobilizações”.

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