
Comerciárias elegem delegadas e reforçam luta por igualdade
O Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP) organizou, na manhã de segunda-feira (14), a 1ª Conferência Livre de Políticas para as Mulheres.
Além disso, essa etapa preparatória integra a agenda da 5ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, que ocorrerá entre 29 de setembro e 1º de outubro, em Brasília.
Por isso, a Secretaria Nacional dos Trabalhadores do Comércio e dos Serviços (Sentracos) recebeu 103 participantes na eleição de delegadas, sendo 72 de forma presencial.
Nesse contexto, a secretária nacional da Mulher da UGT, Maria Edna, marcou presença e reforçou a importância da mobilização feminina.
Assim, as comerciárias elegeram três delegadas para representar a categoria em Brasília: Cleonice Caetano, Isabel Kausz dos Reis e Walkiria Daniela Ferrari.
Durante a abertura, Ricardo Patah, presidente do SECSP e da UGT, ressaltou o protagonismo feminino na construção de políticas públicas e, consequentemente, defendeu mais igualdade para todas.
Ele defendeu mais mulheres na conferência e enfatizou o compromisso com o fim da escala 6×1, que sobrecarrega as mulheres com dupla jornada.
“Ampliar a participação feminina é essencial para provar que o Brasil valoriza igualdade e oportunidade para todos”, defendeu Patah.
Além da escolha das delegadas, as participantes debateram problemas que enfrentam no dia a dia, como o machismo e a violência simbólica.
Isabel Kausz dos Reis, diretora do Departamento da Mulher, contou um caso pessoal de discriminação.
Uma gerente a chamou de “loira burra” enquanto ela trabalhava no comércio, mostrando o preconceito que ainda existe.
Relatos como esse reforçam a necessidade de união para combater abusos no ambiente profissional.
A conferência também incentivou propostas para melhorar as condições de trabalho e garantir respeito.
Com mais mulheres engajadas, o sindicato reafirma o compromisso de lutar por políticas justas.
Assim, as comerciárias seguem firmes na defesa de direitos e dignidade no comércio.
Também foram debatidos temas relevantes para a realidade das trabalhadoras, como:
- Criação e acesso a creches públicas e conveniadas, visando apoiar mães trabalhadoras.
- Oportunidades de emprego e educação, com foco na inclusão de mulheres no mercado de trabalho e em programas de formação continuada.
- Combate ao machismo nas relações profissionais e institucionais, com ações de conscientização e enfrentamento da violência simbólica e estrutural.
Entre as propostas aprovadas para apresentação na conferência nacional estão:
- Autonomia financeira das mulheres: promoção da igualdade salarial, incentivo ao empreendedorismo, políticas de cuidado e ampliação de oportunidades.
- Redução da jornada de trabalho: medida voltada ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, especialmente para mulheres com dupla ou tripla jornada.
- Ampliação do descanso semanal no regime 6×1: sugestão de mudança no artigo 67 da CLT, passando de 24 para 48 horas consecutivas de descanso.
A conferência reafirmou o compromisso do sindicato com a valorização das mulheres comerciárias e a construção de políticas públicas voltadas à equidade, dignidade e respeito no ambiente profissional.
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