PUBLICADO EM 10 de mar de 2018
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Colunista Regis Savietto Frati

Rodrigo Maia, uma novidade no cenário presidencial

Consolidada a candidatura de Rodrigo Maia, o DEM será a primeira ruptura externa grave a abalar a candidatura de Geraldo Alckmin, do dividido PSDB que hoje, desgastado, nas últimas pesquisas ganha em rejeição inclusive do PT.

A candidatura de Rodrigo Maia, que tudo indica entrou no jogo pra valer, abre caminho para a recomposição dos liberais como partido representativo no Brasil, e não mais um caudatário de composições sempre subalternas com o PSDB, desde a primeira eleição de 1998, há 20 anos, com a chapa vitoriosa de FHC e Marco Maciel, quando o DEM ainda se chamava PFL.

Não deixa de ser um fato político importante no quadro conjuntural que o Brasil atravessa a candidatura à presidência de uma corrente de pensamento político representativa, afastada do time dos debates presidenciais desde a candidatura do mineiro Aureliano Chaves, em 1989.

Rodrigo Maia, embora entre em campo com os incipientes índices dos outros candidatos nas várias pesquisas, leva alguma vantagem, por poder seguir nesse período também presidente da Câmara Federal, que no jogo político não é pouco, convenhamos.

Mas tem mais, Rodrigo Maia é bom político, jovem e aberto a novas ideias, credenciais que lhe abrem caminho para disputar outras eleições presidenciais. Maia mostra-se pronto e apoiado por seu partido para jogar o jogo do entendimento com amplas forças, inclusive no campo da esquerda, não à toa tem Aldo Rebelo, tradicional político da esquerda, e ex-ministro de Lula e Dilma, como seu preferido para vice-presidente na chapa. Esse é um significativo sinal dos tempos.

Em seu partido Maia é um dos líderes na busca da atualização e modernização de seus postulados liberais e também da renovação das suas lideranças e quadros políticos. Maia sempre esteve aberto, e agora como presidente da Câmara ainda mais, ao diálogo com os movimentos sociais e sindical, o que é muito positivo para os dois lados.

Essa foi a razão, muito positiva e emblemática, do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, e do sindicalista João Carlos Juruna, maiores líderes da Força Sindical, ambos sem compromissos de apoio pessoal à sua candidatura, estarem entre os convidados e entre os principais oradores na Convenção do DEM, que apresentou a pré-candidatura de Rodrigo Maia.

Uma primeira conclusão dessa Convenção é de que os possíveis candidatos das forças governistas, Alckmin, Meirelles e Temer, complicam-se ainda mais, porque Rodrigo Maia e a as principais lideranças do DEM podem efetivamente ter decidido que a candidatura é pra valer, um projeto pensado para uma reafirmação dos liberais no mercado eleitoral, ou seja, é pra contar votos em outubro.

Regis Savietto Frati é consultor político e sindical

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  • Gedião Serafini

    Desde o início achei que era um balão de ensaio mas convenhamos,ele conseguiu um feito que eu não esperaria: a presidência da Câmara vindo do baixo clero e aparentemente débil politicamente pois só se elegeu às custas da herança eleitoral do pai Nunca poderia predizer o status que alcançou mas…. como dizia Ulysses Guimarães “bobo não chega em Brasília”

  • Luiz de Bittencourte

    Parabéns á equipe pela qualidade das matérias aqui apresentadas, sou um leitor frequente de seus artigos. Presto.minha contribuição à sociedade civil como secretário de Saúde do trabalhador pela Força Sindical, Estou disposto a contribuir quando precisarem com meu trabalho. Hoje nossa secretaria ocupa os mais importantes papéis e acento dentro da linha do SUS e nos Fóruns de Saúde do Trabalhador dentro da Procuradoria Regional do Trabalho, é esse canal de comunicação é de sua importância para veicular nossos projetos e trabalhos. Conto com vocês.

    • Carol Ruy

      Obrigado! Essa tipo de participação é importante e valiosa para nós. Mande-nos material, se possível.

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