PUBLICADO EM 09 de out de 2020
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Colunista Paulo Ritz

O futuro da nossa categoria nesse cenário pós-pandemia

Desde o mês de março quanto foram notificados os primeiros casos de Covid no Brasil, vimos diversas situações diferentes em nosso segmento. Isso aconteceu em razão do fechamento de algumas empresas por conta da quarentena e a diminuição no volume de refeições servidas e consequentemente a redução do número de trabalhadores.

O primeiro passo das empresas foi conceder férias coletivas e individuais em todos os formatos que a legislação permitiu. As empresas também aproveitaram banco de horas e firmaram acordos específicos nesse sentido. Na sequência, com a publicação das Medidas Provisórias por parte do governo, as empresas começaram a aplicar a suspensão de contrato e a redução de jornada. E desde então as empresas têm trabalhado dessa forma, contando com a prorrogação dessas medidas.

Infelizmente em razão dessa crise, os postos de trabalho em nossa categoria diminuíram bastante. Nosso segmento acompanha a indústria e a merenda escolar, então essa queda de postos de trabalho é natural. O problema é que muitas empresas aplicaram as novas legislações sob interpretações completamente distorcidas e demitiram seus trabalhadores negando-lhes alguns direitos básicos. Temos muitos casos assim e nosso departamento jurídico e trabalhista está atuando muito forte nesse sentido.

Uma característica forte do segmento de refeições coletivas sempre foi a segurança alimentar. Nesse momento pós-pandemia essa segurança alimentar ganhou novos ingredientes, como a máscara e o álcool gel nas áreas de distribuição dos alimentos. Com o objetivo de se evitar a aglomeração e o tempo de exposição, algumas empresas estão optando por oferecer refeições embaladas para seus clientes, as “famosas marmitas”.

O cenário ganhou também novos personagens, uma vez que agora os clientes também fazem parte do processo de segurança. Hoje as cozinhas trabalham com um número reduzido de profissionais, porém novas funções estão surgindo para atender a demanda de higienização nos refeitórios e o controle de fluxo de pessoas no local. Os períodos de refeição ficaram mais extensos e mais seguros e, consequentemente, o nível de qualificação desses profissionais estão mais elevados. Nossos trabalhadores serão cada vez mais qualificados e isto deverá provocar um reconhecimento econômico para esses profissionais.

Nossa luta sempre será pela manutenção do emprego de vocês e de todos os direitos e benefícios conquistados ao longo das últimas décadas. Não mediremos esforços para que para que o trabalho e a importância de vocês sejam cada vez mais reconhecidos.

Contem sempre conosco!

Paulo Ritz, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Refeições Coletivas de Campinas e Região

 

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