PUBLICADO EM 09 de out de 2025

Derrubada da MP do IOF: bandidagem ataca outra vez; por Alex Saratt

Confira a análise sobre a derrubada da MP do IOF e o descontentamento gerado pela resposta da política às necessidades da população.

Derrubada da MP do IOF impacta a justiça fiscal no Brasil.

Derrubada da MP do IOF impacta a justiça fiscal no Brasil. Foto: Agência Brasil

Insatisfeitos com a reação social e popular que lhes impediu de serem blindados contra investigações e processos criminosos, os deputados tiveram uma brilhante ideia: já que não podemos ser inimputáveis, puniremos os pobres, puniremos o povo, puniremos o país!

A decisão consciente e objetiva de derrubar a MP do IOF que taxaria bancos, bets e bilionários merece nosso rechaço imediato e massivo, tal como foi a revolta contra a malfadada PEC da Bandidagem. Inviabilizar o Governo seja fiscal, seja politicamente mostra o tamanho diminuto das mentes e corações dos desqualificados legisladores. Explicita seu caráter arrogante, autoritário e irresponsável, comprova que defendem somente os muito ricos e convoca à cidadania às ruas.

Não bastasse a mal-disfarçada vendetta, miram a conquista da isenção e desconto no Imposto de Renda – vitória histórica da classe trabalhadora – e a crescente aprovação e popularidade do Presidente Lula, cada vez mais firme no caminho da reeleição. Mesquinharia é pouco pra essa gente de terno e gravata. Na ânsia de levar a luta política às raias da loucura atentam contra a ordem democrática e até mesmo contra o dito liberalismo que tanto gorjeiam.

A reconstrução e recuperação econômica do Brasil é fato inconteste e irrefutável, mas evidentemente – num quadro de aguda crise global nos mais diferentes âmbitos – longe está de ser tarefa conclusa ou repercutir em sólidas melhorias no bem estar e direitos da população. Aliás, o avanço de tema como a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1, a gratuidade do transporte público, o financiamento habitacional e agrário, o investimento em saúde e educação e a inovação científica e tecnológica só são viáveis com a participação da reforma tributária como fator estruturante.

A causa do Brasil e dos brasileiros está novamente sendo posta em xeque. Os jogadores do outro tabuleiro querem o mate. Numa circunstância dessas, ou eles ou nós. A resposta parece óbvia. É preciso recolocar a mobilização geral, ampla, imediata no centro em vez de mirar particularismos ou fantasmas que assombram as cabeças corporativistas. É preciso estar atento e forte. Não temos tempo.

Alex Saratt é o 1° vice-presidente do Cpers, Secretário Adjunto da CNTE e Diretor de Comunicação da CTB RS

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