
Boulos negocia e caminhoneiros suspendem greve
As lideranças dos caminhoneiros decidiram, em assembleia realizada nesta quinta-feira, não iniciar greve nacional. Contudo, avaliarão o cenário e retomarão discussões em nova reunião marcada para próxima semana.
Além disso, o diesel acumulou alta superior a 20% nas últimas três semanas. O aumento ocorreu após a escalada da guerra no Oriente Médio.
Dessa forma, a valorização do petróleo impactou diretamente o custo do combustível. Consequentemente, caminhoneiros pressionaram o governo federal por medidas emergenciais para conter os preços praticados no país.
Na próxima semana, as lideranças da categoria se reunirão com Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, para aprofundar negociações e discutir alternativas concretas para o setor.
Durante entrevista ao programa Alô Alô Brasil, Boulos afirmou: “Nós negociamos maneira muito, mas muito insistente e respeitosa com os caminhoneiros do Brasil”.
Além disso, o ministro destacou: “Ontem teve assembleia no Porto dos Santos. Nós estamos conversando há dias com esses caminhoneiros, mostrando que paralisação agora não ajudaria”.
Segundo Boulos, o governo federal avançou nas negociações após editar a MP 1.343/2026, que fortalece a fiscalização do pagamento do piso mínimo do frete.
Por outro lado, o ministro atribuiu parte da alta do diesel à especulação. Ele afirmou: “Tem especulação de malandro, distribuidora e posto de gasolina malandro”.
Ainda assim, Boulos explicou que o reajuste da Petrobras foi compensado pela zeragem de PIS e Cofins. Entretanto, segundo ele, distribuidoras elevaram os preços.
Nesse sentido, o ministro declarou: “A dona Ipiranga, dona Raízen, dona Vibra são as três grandes distribuidoras que foram especular em cima do povo”.
Por fim, o governo negocia com governadores a redução do ICMS. Contudo, segundo Boulos, estados como São Paulo, Rio e Minas resistem à medida.
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