PUBLICADO EM 24 de set de 2025

VIVO apresenta proposta rebaixada e negociação é rejeitada

VIVO inicia negociações do Acordo Coletivo 2025 com proposta abaixo da inflação, cortes no plano de saúde e ampliação da jornada. Sindicato recusa e cobra respeito

VIVO apresenta proposta rebaixada e negociação é rejeitada

VIVO apresenta proposta rebaixada e negociação é rejeitada

Na quarta-feira, 17 de setembro, ocorreu a segunda rodada de negociações entre o SINTETEL, a Comissão da FENATTEL e a VIVO. O encontro gerou forte indignação sindical.

A VIVO apresentou proposta com pagamento somente em 2026, mudanças no plano de saúde, trabalho aos sábados, atestados médicos e homologação, ignorando completamente a pauta aprovada.

Debate sobre o plano de saúde

O plano de saúde foi o primeiro tema debatido. A operadora reclamou dos reajustes elevados e sugeriu cobrar mensalidades dos dependentes e limitar mudanças de categoria.

O SINTETEL reagiu imediatamente e rejeitou qualquer alteração no benefício. O sindicato deixou claro que saúde é direito essencial e não pode sofrer retrocessos.

Outro ponto polêmico foi a jornada. Enquanto a categoria luta nacionalmente pelo fim da jornada 6×1, a VIVO quer ampliá-la para áreas administrativas específicas.

Reajuste abaixo da inflação

Para justificar ausência de reajuste na data-base, a empresa alegou dificuldades orçamentárias. Propôs apenas aumento em 2026, com índice abaixo do INPC de 5,05%.

A proposta incluiu 3,78% de reajuste salarial em agosto de 2026, abono de 50% do salário e piso de R$ 1.600,00.

Nos benefícios, a VIVO sugeriu reajuste de 3,78% no VA/VR em agosto de 2026 e abono de 41,50% em novembro. Demais cláusulas teriam 3,78% em março.

A comissão de trabalhadores classificou a proposta como precarizadora e recusou imediatamente. Os representantes reafirmaram a importância de respeitar a pauta aprovada pela categoria em assembleia.

Questionamentos sobre o Mobility

O sindicato também questionou mudanças no Mobility. O aumento de dias presenciais prejudicou trabalhadores, especialmente pais de crianças atípicas que precisaram reorganizar tratamentos e rotinas.

Mesmo com resistência da empresa, o SINTETEL insiste em rever a decisão sobre o trabalho presencial. O sindicato cobra sensibilidade diante das realidades familiares e sociais.

Outro tema abordado foi o PPR 2026. O SINTETEL defendeu antecipação em julho e melhorias no target, mas a VIVO se negou a negociar avanços.

Sem avanço e diante das propostas rebaixadas, a reunião foi encerrada. Uma nova rodada ficou marcada para 29 de setembro, quando haverá devolutiva interna.

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