
VIVO apresenta proposta rebaixada e negociação é rejeitada
Na quarta-feira, 17 de setembro, ocorreu a segunda rodada de negociações entre o SINTETEL, a Comissão da FENATTEL e a VIVO. O encontro gerou forte indignação sindical.
A VIVO apresentou proposta com pagamento somente em 2026, mudanças no plano de saúde, trabalho aos sábados, atestados médicos e homologação, ignorando completamente a pauta aprovada.
Debate sobre o plano de saúde
O plano de saúde foi o primeiro tema debatido. A operadora reclamou dos reajustes elevados e sugeriu cobrar mensalidades dos dependentes e limitar mudanças de categoria.
O SINTETEL reagiu imediatamente e rejeitou qualquer alteração no benefício. O sindicato deixou claro que saúde é direito essencial e não pode sofrer retrocessos.
Outro ponto polêmico foi a jornada. Enquanto a categoria luta nacionalmente pelo fim da jornada 6×1, a VIVO quer ampliá-la para áreas administrativas específicas.
Reajuste abaixo da inflação
Para justificar ausência de reajuste na data-base, a empresa alegou dificuldades orçamentárias. Propôs apenas aumento em 2026, com índice abaixo do INPC de 5,05%.
A proposta incluiu 3,78% de reajuste salarial em agosto de 2026, abono de 50% do salário e piso de R$ 1.600,00.
Nos benefícios, a VIVO sugeriu reajuste de 3,78% no VA/VR em agosto de 2026 e abono de 41,50% em novembro. Demais cláusulas teriam 3,78% em março.
A comissão de trabalhadores classificou a proposta como precarizadora e recusou imediatamente. Os representantes reafirmaram a importância de respeitar a pauta aprovada pela categoria em assembleia.
Questionamentos sobre o Mobility
O sindicato também questionou mudanças no Mobility. O aumento de dias presenciais prejudicou trabalhadores, especialmente pais de crianças atípicas que precisaram reorganizar tratamentos e rotinas.
Mesmo com resistência da empresa, o SINTETEL insiste em rever a decisão sobre o trabalho presencial. O sindicato cobra sensibilidade diante das realidades familiares e sociais.
Outro tema abordado foi o PPR 2026. O SINTETEL defendeu antecipação em julho e melhorias no target, mas a VIVO se negou a negociar avanços.
Sem avanço e diante das propostas rebaixadas, a reunião foi encerrada. Uma nova rodada ficou marcada para 29 de setembro, quando haverá devolutiva interna.
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