
A Unigel anunciou o fechamento da fábrica de estireno e tolueno em Cubatão, afetando cerca de 200 trabalhadores.
A Unigel, segunda maior petroquímica do país, anunciou o encerramento das operações de sua fábrica de estireno e tolueno em Cubatão (SP), em meio ao processo de recuperação judicial e à crise enfrentada pela indústria petroquímica global. A decisão deve impactar cerca de 200 trabalhadores, entre empregados diretos e terceirizados, segundo o Sindicato dos Químicos da região.
De acordo com o Valor Econômico, a unidade paulista já vinha operando com apenas 60% da capacidade e havia interrompido a produção diante da perda de competitividade frente aos produtos importados. A planta tem capacidade instalada para produzir 120 mil toneladas anuais de estireno e 2,5 mil toneladas de tolueno. A Unigel mantém outra fábrica de estireno em Camaçari (BA), com capacidade de 140 mil toneladas por ano.
Em nota, a empresa confirmou a “paralisação das atividades da fábrica de estireno e tolueno de Cubatão” e atribuiu a decisão a um ciclo de baixa “sem precedentes” enfrentado pela indústria petroquímica em nível global. A companhia afirmou ainda que conduz o processo com transparência e em diálogo com trabalhadores e sindicatos, mas não detalhou o número de empregados afetados nem informou se o fechamento é definitivo.
O estireno é utilizado na fabricação de plásticos e borrachas sintéticas, sendo o poliestireno conhecido popularmente como isopor. A Unigel já foi a maior produtora de estireno da América Latina.
Segundo o Valor, a crise da companhia também envolve mudanças em seu controle acionário. A família Slezinger, fundadora da Unigel em 1966, caminha para deixar completamente o quadro societário da empresa, após um processo de reestruturação que envolveu cerca de R$ 4 bilhões em dívidas. Mesmo após uma tentativa de renegociação extrajudicial, a empresa não conseguiu honrar os compromissos assumidos, levando credores a assumir o controle do grupo.
Sindicato
Nas redes sociais, o presidente do Sindicato dos Químicos da Baixada Santista, Herbert Passos, disse que conversou com o prefeito de Cubatão e defendeu o setor químico industrial. Ele também informou que está “agendando com o vice presidente e ministro do MIDIC Geraldo Alckmin, uma reunião em Brasília para discutir a questão, e com certeza com a participação da ABIQUIM, pois o setor químico tem que pressionar o governo federal contra os vetos no projeto do PRESIQ, que pretendia dar um certo fôlego a categoria”. O Sindicato é filiado à Federação dos Químicos, Fequimfar.
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