PUBLICADO EM 31 de mar de 2025

UGT apoia paralisação nacional de entregadores contra precarização no delivery

Descubra como a UGT apoia paralisação nacional de entregadores e entenda as razões por trás desse movimento importante

UGT apoia paralisação nacional de entregadores contra precarização no delivery

UGT apoia paralisação nacional de entregadores contra precarização no delivery

A União Geral dos Trabalhadores UGT apoia paralisação nacional dos entregadores por aplicativo, que mobilizou a categoria em quase 60 cidades de todas as regiões do Brasil.

A greve batizada de “Breque dos Apps” tem como objetivo denunciar a exploração crescente promovida pelas principais plataformas de delivery, como iFood, Uber Flash e 99 Entregas, e reivindicar melhores condições de trabalho para a categoria.

Os entregadores protestam contra a falta de direitos básicos, os riscos diários no trânsito e a precarização sem precedentes do setor, que impõe jornadas exaustivas e pagamentos injustos.

No Brasil, os motoboys e ciclistas que atuam no serviço de entregas enfrentam condições indignas, sem garantias mínimas, como seguro contra acidentes, remuneração justa e estabilidade. Enquanto os lucros das empresas crescem, os trabalhadores continuam sendo tratados como descartáveis.

Em comunicado oficial, o Sindicato dos Motoboys de São Paulo (SindmotoSP) reforçou seu apoio à mobilização e criticou duramente as práticas abusivas dos aplicativos, classificando a situação como a pior precarização trabalhista da história do motofrete.

“Os entregadores tornaram-se verdadeiros escravos em pleno século 21”, destacou a entidade, que há anos luta para que esses trabalhadores sejam reconhecidos e protegidos pela legislação.

O presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, também se posicionou contra o descaso das empresas de delivery.

“É inaceitável que os aplicativos sigam explorando esses profissionais sem nenhuma responsabilidade social. Os motoqueiros enfrentam um dos trabalhos mais perigosos do país e não recebem sequer o mínimo de proteção e direitos trabalhistas. O modelo atual dessas plataformas precisa mudar urgentemente para garantir condições dignas e justas para quem faz a economia girar todos os dias”, afirmou.

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