PUBLICADO EM 05 de ago de 2022

Trabalhadores Químicos elaboram Pauta Conjunta para o desenvolvimento da indústria

Químicos debatem propostas para o desenvolvimento da indústria no setor

Químicos debatem propostas para o desenvolvimento da indústria no setor

Com o objetivo de discutir propostas para recuperação da capacidade de produção da indústria química brasileira, lideranças da FEQUIMFAR/Força Sindical, Secretaria Nacional dos Químicos (SNQ-FS), FETQUIM/CUT, CNQ-CUT e Intersindical elaboraram um documento intitulado “Pauta Conjunta dos trabalhadores da indústria química para o futuro – Propostas para um novo ciclo de desenvolvimento industrial”.

A Pauta nasce da compreensão de que o debate sobre a reindustrialização brasileira não pode estar dissociado das necessidades concretas da classe trabalhadora e dos desafios sociais e ambientais que marcam o país no século XXI. Elaborado por dirigentes sindicais que representam mais de dois milhões de trabalhadores e trabalhadoras do setor, o documento apresenta um conjunto de propostas estratégicas voltadas à recuperação da capacidade produtiva da indústria química nacional, articulando desenvolvimento econômico, geração de empregos de qualidade e redução das desigualdades estruturais no mercado de trabalho.

Partindo do diagnóstico do processo de desindustrialização e da crescente dependência de importações — que passaram de 7% do consumo aparente nacional no início dos anos 1990 para 47% em 2021 — a pauta evidencia o caráter estratégico da indústria química para a soberania produtiva do país e para a agregação de valor às cadeias industriais e agroindustriais. Nesse sentido, defende a adoção de uma política industrial orientada por missões socioambientais, na qual o fortalecimento da capacidade produtiva não seja um fim em si mesmo, mas um instrumento para promover desenvolvimento social amplo, sustentabilidade ambiental e ampliação de direitos.

O documento também destaca o papel indutor do Estado na coordenação do investimento produtivo, especialmente em setores de alto impacto tecnológico e social, propondo a integração entre política industrial e política macroeconômica como condição para a retomada do crescimento com justiça social. Ao vincular o desenvolvimento industrial a áreas estratégicas como saúde, saneamento, habitação, segurança alimentar, inovação sustentável e mobilidade de baixo carbono, a pauta reafirma a centralidade do trabalho e da negociação coletiva na construção de um novo paradigma de desenvolvimento capaz de gerar empregos qualificados, distribuir renda e reduzir desigualdades históricas que atingem mulheres, negros, pessoas com deficiência e a população LGBTQIA+.

Acesse Aqui a íntegra do documento 

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