
Trabalhadores protestam contra protecionismo de Trump em SP
Nesta sexta-feira (1º), centrais sindicais e o movimento estudantil e social organizaram um protesto em frente ao consulado dos Estados Unidos, em São Paulo, contra o protecionismo de Donald Trump.
A manifestação reuniu as centrais sindicais Força Sindical, CUT, UGT, CTB, CSB, Nova Central, Pública Central, Intersindical, CSP-Conlutas, e o do movimento social MST, UNE, UBES, UEE e MTST.

Edson Carneiro Índio, da Executiva da Intersindical abriu o ato em frente o Consulado dos EUA
Juntas as entidades denunciaram ataques à soberania econômica do Brasil. Além disso, a entidade internacional AFL-CIO, maior central sindical dos Estados Unidos, expressou solidariedade.
Durante o protesto, os manifestantes exibiram faixas e cartazes, exigindo respeito à soberania, aos empregos e à indústria nacional brasileira. Com isso, as centrais denunciaram as consequências negativas do protecionismo norte-americano, que agrava desigualdades e prejudica exportações de países em desenvolvimento.
Durante a semana, em nota conjunta, as centrais afirmaram: “Os nefastos ataques que o Ministro Alexandre de Moraes vem sofrendo, principalmente pelo seu papel de combate às chamadas “fake news” produzidas em larga escala por milícias digitais, são demonstrações claras que a sociedade brasileira precisa ficar vigilante contra os ataques que visam abalar os pilares da Democracia, na confusão deliberada entre opinião e mentira e entre fato e versão..”
Além disso, os organizadores enfatizaram que as ações unilaterais dos EUA violam acordos multilaterais e comprometem a autonomia de países em desenvolvimento.

Juruna: Quando os trabalhadores se unem internacionalmente, mostram força diante de decisões injustas
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), enfatizou que o Brasil precisa se proteger de interferências externas que enfraquecem a economia e precarizam o trabalho no Brasil.
“Não podemos aceitar políticas que comprometem nossa soberania e penalizam os trabalhadores com desemprego e desigualdade”, afirmou João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical.
O secretário de Administração e Finanças da CUT, Ariovaldo de Camargo, representou a Central no protesto e destacou a importância da unidade sindical e social.
“Nós estamos aqui hoje num ato chamado inicialmente pelo movimento estudantil e que foi rapidamente incorporado por todas as centrais sindicais por entenderem a importância da defesa da soberania do país. Os verdadeiros patriotas são aqueles que constroem essa nação no dia a dia, nas escolas, nas fábricas e nos serviços públicos”, afirmou Ariovaldo.

Josimar Andrade representou a UGT no ato unitário
A UGT também participou no ato em São Paulo, e seu dirigente do Sindicato dos Comerciários de SP, Josimar Andrade se pronunciou dizendo “Nós somos os verdadeiros patriotas. Enquanto alguns comemoram ataques ao Brasil, seguimos firmes na defesa da democracia, da soberania e do povo brasileiro. Prestamos total solidariedade ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes, alvos de ataques injustos por parte de grupos extremistas.”

Renê Vicente, presidente Estadual SP da CTB
Durante o ato, o presidente da CTB SP, Rene Vicente, foi enfático ao alertar que as medidas impostas pelo governo Trump são uma interferência na soberania do Brasil
“Somos o único país que está sendo atacando por meio de elemento político nas tarifas. E isso não tem a ver com Bolsonaro, tem a ver com o papel que o Brasil joga no mundo, tem a ver com os Brics e tem a ver com a relação Brasil/China. Vamos continuar sendo atacados. Temos que mostrar que o Brasil é um país grande, com uma economia forte e que não aceita ser tratado como colônia.”

Álvaro Egea (de boina) falou pela CSB no ato em São Paulo
Alvaro Egea secretário geral da CSB destacou a necessidade de apoio ao governo brasileiro no enfrentamento às medidas dos EUA, argumentando que será preciso rever políticas fiscais para socorrer setores afetados pelo aumento de tarifas. “O presidente e o povo brasileiro serão desafiados a romper com o arcabouço fiscal, porque nós teremos que socorrer os setores econômicos afetados por esse tarifaço do Trump”, afirmou.
Já para Edson Carneiro, o Índio, diretor da Intersindical:
“Os trabalhadores do Brasil não aceitam a agressão de Trump contra o nosso país, nossos empregos e a soberania nacional. Juntamente com o presidente Lula, que tem sido firme na defesa do Brasil, vamos derrotar o tarifaço de Trump e a traição à Pátria brasileira feita pelo bolsonarismo”.

CONLUTAS, presente no ato do consulado americano em São Paulo
Luiz Carlos Prates, o Mancha, que representou a CSP-CONLUTAS afirmou que “as manifestações demonstram que os trabalhadores podem e dever ocupar um lugar de destaque na luta anti-imperialista. Cabem às centrais sindicais, neste momento, mobilizar suas bases, realizar assembleias e convocar um dia nacional de luta para enfrentar os ataques de Trump. Ao mesmo tempo, é preciso defender os direitos dos trabalhadores, exigindo a revogação das reformas antioperárias e que o governo Lula tome medidas concretas para garantir estabilidade no emprego para o povo trabalhador”.
Porto Alegre

Na Esquina Democrática, em Porto Alegre-RS, a presença dos sindicatos,
Em Porto Alegre-RS, os sindicalistas também estavam presentes na atividade de mobilização que une os brasileiros em defesa de sua soberania.
Certamente, o protesto reforçou a solidariedade internacional e, destacou a urgência de construir um comércio global mais justo, inclusivo e democrático.



