
SINTETEL realiza encontro do Março Mulher em São Paulo
O SINTETEL realizou, na sexta-feira (13), o encontro “Mulheres Conectadas com o Poder”, em São Paulo. A atividade integrou a programação do Março Mulher 2026.
Cerca de 100 mulheres sindicalistas e aposentadas participaram do evento. Além disso, a iniciativa promoveu formação política, troca de experiências e debates sobre direitos e igualdade.
A mesa de abertura reuniu Gilberto Dourado, Maria Edna Medeiros, Cristiane do Nascimento, Vivien Suruagy e Iara Martins. As lideranças destacaram desafios e avanços das mulheres.
Logo na abertura, Maria Edna destacou o momento de reflexão.
“Precisamos analisar o cenário social e político e fortalecer nossa participação nas lutas sindicais”, afirmou.
Além disso, Maria Edna prestou homenagem às aposentadas presentes. A dirigente pediu uma salva de palmas às mulheres que ajudaram a construir a história das telecomunicações.
Contra a violência de gênero
Em seguida, o presidente do SINTETEL, Gilberto Dourado, reafirmou o compromisso da entidade. Segundo ele, sindicatos devem liderar ações contra a violência de gênero.
“Precisamos denunciar, cobrar políticas públicas e criar mecanismos de proteção. Esses encontros fortalecem a consciência coletiva e reafirmam o respeito que todas as mulheres merecem”, declarou.
A presidente da Feninfra, Vivien Suruagy, alertou para os números do feminicídio. Para ela, a presença feminina nos espaços de decisão é essencial.
“Precisamos negociar, reivindicar direitos e ocupar todos os espaços. A luta das mulheres não interessa apenas a elas, mas a toda sociedade”, destacou.
Campanha nas empresas
Representando o SINTTEL-RN, Iara Martins parabenizou a iniciativa. Segundo ela, encontros como esse fortalecem a união entre entidades sindicais de diferentes regiões.
Já Cristiane do Nascimento destacou iniciativas contra a violência. Ela citou o debate sobre tornozeleiras eletrônicas para agressores e campanhas educativas nas empresas.
“Só com união conseguiremos enfrentar esse cenário. Precisamos envolver também os homens em debates sobre respeito e prevenção da violência”, afirmou a dirigente sindical.
Na sequência, a psicóloga Roseli Banbisnsky apresentou ações sobre equidade racial e saúde mental. O trabalho ocorre no Centro de Referência da Promoção da Igualdade Racial.
Durante a tarde, a socióloga Deise Recoaro debateu a dupla jornada feminina. Ela apresentou dados que mostram desigualdades e criticou a naturalização da exploração.
“Precisamos questionar e desconstruir a divisão desigual do trabalho. A transformação depende de debate, organização e mobilização das mulheres”, afirmou a militante feminista.
Além disso, as organizadoras divulgaram a campanha pela ratificação da Convenção 190 da OIT. O tratado reconhece o direito ao trabalho livre de violência.
Por fim, o encontro promoveu dinâmica de autoestima e empoderamento. O evento terminou com sorteio de livros e distribuição de lembranças às participantes.
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