
Sindimotosp responde Boulos sobre a importância da participação sindical na regulação do trabalhado de moto-entregadores.
A recente entrevista do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) ao Valor Econômico, publicada em 26 de setembro, gerou reaçao do Sindimotosp, que representa motofretistas, mototaxistas, moto-entregadores, ciclistas e mensageiros. Boulos destacou que é preciso compreender o que ele chama de “a nova classe trabalhadora” – os milhões de trabalhadores informais e plataformizados – e defendeu a construção de um modelo de regulamentação diferenciado:
“Trabalhadores informais ou plataformizados não querem o modelo de regulamentação trabalhista que, historicamente, propusemos. É outro modelo. É preciso escutá-los e garantir direitos trabalhistas e previdência a partir da perspectiva deles, afirmou o deputado.
Reação
O Sindimotosp reagiu por meio de ofício enviado ao parlamentar, publicado em seu site oficial. A entidade considerou positivo que o debate sobre a regulação do trabalho de plataforma esteja no horizonte do deputado, mas ressaltou a necessidade de que o processo ocorra com a efetiva participação das representações sindicais.
Segundo o sindicato, “é fundamental que qualquer proposta de legislação que envolva os trabalhadores de aplicativos seja construída a partir do diálogo com as entidades que, de fato, conhecem as condições de trabalho da categoria e já atuam na defesa de seus direitos”.
Profissão regulamentada
O Sindimotosp refuta a ideia de que os entregadores “plataformizados” rejeitam os direitos trabalhistas. Em ofício assinado pelo presidente do Sindicato, Gilberto Almeida dos Santos (Gil dos Motoboys), destaca que:
Nossa categoria não surgiu com os aplicativos. Somos uma profissão regulamentada pela Lei 12.009/2009, com décadas de história e lutas. O SindimotoSP, com mais de 20 anos de atuação, tem a representatividade e a experiência necessárias para construir políticas públicas eficazes, como a Faixa Azul, que salva vidas em São Paulo.
Para o Sindicato, não basta escutar os trabalhadores individualmente ou apenas pelas plataformas, mas sim fortalecer o papel dos sindicatos, que são instrumentos históricos de negociação coletiva e de garantia de direitos.
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