PUBLICADO EM 05 de fev de 2026

Sindicatos repudiam repressão policial contra trabalhadores da Brose

Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba repudia violência policial e práticas antissindicais da Brose contra trabalhadores em mobilização por direito

Sindicato repudia repressão policial contra trabalhadores da Brose

Sindicato repudia repressão policial contra trabalhadores da Brose

O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba manifestou, em nota, repúdio veemente à repressão policial e às práticas antissindicais da Brose contra trabalhadores em mobilização legítima.

Os metalúrgicos da Brose, em São José dos Pinhais (PR), estão no oitavo dia consecutivo de greve pela negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2026.

Os trabalhadores, que recebem cerca de R$ 2.500, vale-mercado de R$ 500 e não contam com PLR, reivindicam reposição da inflação pelo INPC mais 2,5% de aumento real, equiparação do vale-mercado, discussão da jornada e implantação da participação nos lucros, demandas já atendidas em outras empresas do setor de autopeças da região.

Diante da recusa da empresa em dialogar com o Sindicato, os trabalhadores entratram em greve. E, além do impasse nas negociações, o movimento enfrenta repressão da Polícia Militar, com uso de gás de pimenta, prisões e impedimento da realização de assembleia na porta da fábrica, o que agravou o clima de tensão.

De acordo com a nota, ao reivindicarem salários e condições dignas, trabalhadores enfrentaram violência, assédio e intimidação, evidenciando desrespeito ao diálogo e tentativa de criminalizar a luta coletiva.

Leia a nota na íntegra:

Truculência policial e práticas antissindicais da empresa Brose contra os trabalhadores

O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba manifesta seu repúdio veemente à truculência policial e às práticas antissindicais adotadas pela empresa Brose contra os trabalhadores e trabalhadoras ocorridas na manhã desta quarta-feira, 4/2, em frente da fábrica, localizada em São José dos Pinhais (PR).

Trabalhadores estavam reivindicando, de forma legítima e democrática, melhores condições de trabalho e salário, quando foram, simplesmente, atacados pela polícia. O ataque evidencia as práticas antissindicais promovidas pela Brose. Trabalhadores estão sofrendo pressão e assédio desde o início das mobilizações. O Sindicato tem tido dificuldade para realizar assembleias devido a frequente intervenção policial.

A postura da empresa Brose comprova o total desrespeito ao diálogo. Ao invés de sentar para negociar, a empresa prefere dificultar apelando para práticas antissindicais e utilização inexplicável da polícia na tentativa de enfraquecer a mobilização dos trabalhadores, criminalizar a luta coletiva e impor, pelo medo, condições indignas de trabalho e remuneração.

Reafirmamos que não há crime em lutar por direitos. Utilizar a polícia para intimidar trabalhadores vai contra a própria instituição da Policía Militar, cuja existência é servir e proteger o cidadão. Exigimos providências das autoridades visando garantir o que está na Constituição: o direito legitimo de manifestação e greve.

A luta dos trabalhadores da Brose por melhores salários e condições de trabalho continua. Não aceitaremos intimidação, repressão ou criminalização da luta por melhores condições de vida. Direitos não se reprimem, se respeitam.

SÉRGIO BUTKA – PRESIDENTE DO SINDICATO DOS METALÚRGICOS DA GRANDE CURITIBA

Sindicato Nacional dos Aposentados

O Sindicato Nacional dos Aposentados também divulgou uma nota repudiando a violência em São José dos Pinhais. Segundo a nota “É inadmissível que, em um Estado Democrático de Direito, o exercício de direitos constitucionais — como a organização sindical, a manifestação e a greve — seja tratado com truculência, intimidação e violência policial”. Eles também pedem “apuração dos fatos, a responsabilização dos agentes envolvidos na agressão”.

Leia aqui a nota:

Manifestamos nosso mais veemente repúdio à violência praticada pela Polícia Militar do Paraná contra o dirigente sindical Nelson Silva de Souza, o Nelsão da Força, brutalmente agredido e detido durante a repressão à greve legítima dos trabalhadores da Brose do Brasil, em São José dos Pinhais.

É inadmissível que, em um Estado Democrático de Direito, o exercício de direitos constitucionais — como a organização sindical, a manifestação e a greve — seja tratado com truculência, intimidação e violência policial. A agressão a um dirigente sindical no cumprimento de seu papel de representação não é apenas um ataque individual, mas uma afronta direta à liberdade de organização dos trabalhadores e à própria democracia.

Repudiamos qualquer forma de repressão, criminalização ou tentativa de silenciamento do movimento sindical. A atuação violenta do Estado contra trabalhadores organizados revela um grave desrespeito aos direitos humanos e às garantias fundamentais asseguradas pela Constituição.

Expressamos nossa total solidariedade a Nelsão, seus familiares e a todos os trabalhadores da Brose do Brasil, reafirmando nosso apoio à luta legítima por condições dignas de trabalho, respeito e negociação justa.
Exigimos a imediata apuração dos fatos, a responsabilização dos agentes envolvidos na agressão e o pleno respeito ao direito de greve e de manifestação.

Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionista e Idosos – Sindnapi

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