
Sindicato repudia repressão policial contra trabalhadores da Brose
O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba manifestou, em nota, repúdio veemente à repressão policial e às práticas antissindicais da Brose contra trabalhadores em mobilização legítima.
De acordo com a nota, ao reivindicarem salários e condições dignas, trabalhadores enfrentaram violência, assédio e intimidação, evidenciando desrespeito ao diálogo e tentativa de criminalizar a luta coletiva.
Leia a nota na íntegra:
Truculência policial e práticas antissindicais da empresa Brose contra os trabalhadores
O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba manifesta seu repúdio veemente à truculência policial e às práticas antissindicais adotadas pela empresa Brose contra os trabalhadores e trabalhadoras ocorridas na manhã desta quarta-feira, 4/2, em frente da fábrica, localizada em São José dos Pinhais (PR).
Trabalhadores estavam reivindicando, de forma legítima e democrática, melhores condições de trabalho e salário, quando foram, simplesmente, atacados pela polícia. O ataque evidencia as práticas antissindicais promovidas pela Brose. Trabalhadores estão sofrendo pressão e assédio desde o início das mobilizações. O Sindicato tem tido dificuldade para realizar assembleias devido a frequente intervenção policial.
A postura da empresa Brose comprova o total desrespeito ao diálogo. Ao invés de sentar para negociar, a empresa prefere dificultar apelando para práticas antissindicais e utilização inexplicável da polícia na tentativa de enfraquecer a mobilização dos trabalhadores, criminalizar a luta coletiva e impor, pelo medo, condições indignas de trabalho e remuneração.
Reafirmamos que não há crime em lutar por direitos. Utilizar a polícia para intimidar trabalhadores vai contra a própria instituição da Policía Militar, cuja existência é servir e proteger o cidadão. Exigimos providências das autoridades visando garantir o que está na Constituição: o direito legitimo de manifestação e greve.
A luta dos trabalhadores da Brose por melhores salários e condições de trabalho continua. Não aceitaremos intimidação, repressão ou criminalização da luta por melhores condições de vida. Direitos não se reprimem, se respeitam.
SÉRGIO BUTKA – PRESIDENTE DO SINDICATO DOS METALÚRGICOS DA GRANDE CURITIBA
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