PUBLICADO EM 24 de jul de 2025

Sindicalistas se unem contra demissões na Raízen

Sindicalistas se unem contra demissões na Raízen, cobram diálogo e exigem contrapartida após empresa fechar unidades usando recursos do BNDES

Sindicalistas se unem contra demissões na Raízen

Sindicalistas se unem contra demissões na Raízen

Na manhã desta quarta-feira (24), dirigentes de várias federações e confederações se reuniram na sede da Federação da Alimentação, em São Paulo.

Assim, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação (CNTA), presidida por Artur, convocou o encontro para discutir as recentes demissões na Raízen, gigante do setor sucroenergético.

Empresa fecha unidades sem diálogo

A Raízen, que possui cerca de 32 unidades no Brasil, fechou 12 e vendeu outras sem qualquer negociação prévia com os sindicatos. Assim, milhares de trabalhadores perderam o emprego sem garantia de contrapartidas.

De acordo com os dirigentes, a crise não afeta o setor como um todo, mas é consequência de decisões da própria empresa, que buscou financiamento público no BNDES e agora corta empregos.

Setores alinham estratégia nacional

Participaram da reunião representantes de categorias como alimentação, indústria química, condutores de veículos e trabalhadores rurais. Juntos, eles decidiram construir uma ação unificada para defender os empregos.

Além disso, os sindicalistas pretendem cobrar explicações do Ministério do Trabalho e do BNDES sobre o uso de recursos públicos pela empresa.

Portanto, a meta é pressionar a Raízen a abrir diálogo com os trabalhadores e buscar alternativas para evitar novas demissões.

Lideranças reforçam união das categorias

O presidente da Federação dos Condutores, Pestana, e Serginho, da Federação Química, destacaram a importância de unir forças para enfrentar o problema.

De acordo com eles, a mobilização deve ocorrer em nível estadual e nacional, envolvendo sindicatos fortes desses setores estratégicos.

Assim, as entidades já planejam novas reuniões e ações para exigir responsabilidades da Raízen e proteger os empregos dos trabalhadores.

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