PUBLICADO EM 08 de ago de 2022

Sindicalistas participam de debate no Senado sobre condições de trabalho no fast-food

Descubra a dura realidade dos trabalhadores de fast food, incluindo McDonald’s, e as condições degradantes de trabalho enfrentadas.

Veja o debate na íntegra:

A dura realidade dos trabalhadores e das trabalhadoras nas redes de fast food, em especial do McDonalds, foi tema de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, nesta segunda-feira (8), com o objetivo de denunciar as condições degradantes de trabalho imposta aos funcionários, principalmente após a reforma Trabalhista, e cobrar de autoridades medidas drásticas contra a rede para proteger os trabalhadores.

Senadores e convidados, entre eles lideranças sindicais, discutiram ainda os assédios (sexual e moral) e discriminação racial e de gênero contra os trabalhadores e trabalhadoras do setor, principalmente mulheres, negros e LGBTQIA+.

Além dos baixos salários, os trabalhadores do McDonalds sofrem, na maior parte das vezes, com jornadas abusivas, acúmulo de funções e, não raro, humilhações e assédio moral e sexual por parte de seus superiores.

Na audiência, dez ex-funcionários deram depoimentos sobre o período em que trabalharam para a rede e que explicitam a cruel forma de tratamento a que são submetidos esses trabalhadores que, enquanto contratados pela empresa, têm suas vozes silenciadas pela opressão de seus superiores.

O presidente da Força Sindical foi um dos sindicalistas convidados para participar desta audiência e destacou que este debate é essencial, especialmente, num momento tão importante e difícil para os trabalhadores do setor que sofrem com ataques, praticamente diários, aos direitos seus direitos. “Não podemos esquecer os ataques ao movimento sindical, que tem um único objetivo, enfraquecer a luta dos trabalhadores organizados.“

Miguel ressaltou que é preciso ter claro que somente com unidade dos trabalhadores do setor, que em sua maioria estão no seu primeiro, e o apoio de sindicatos fortes e estruturados, será possível enfrentar os impactos negativos que vieram com a reforma trabalhista. “Depois que a reforma foi aprovada as negociações coletivas estão cada vez mais enfraquecidas o que dificulta a garantia de direitos e condições dignas de trabalho para esta categoria e todas as demais categorias”, afirmou Torres que também é presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos SP, Mogi e Região.

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