PUBLICADO EM 11 de jul de 2025

Sindicalistas apoiam IPI Verde e empregos na indústria nacional

Líderes sindicais celebram o IPI Verde, que zera imposto para carros sustentáveis, gera empregos e não impacta o orçamento público

Sindicalistas apoiam IPI Verde e empregos na indústria nacional

Sindicalistas apoiam IPI Verde e empregos na indústria nacional – Foto: Júlio César Silva/MDIC

O governo federal lançou o IPI Verde para impulsionar a produção de carros sustentáveis no Brasil. O presidente Lula assinou o decreto nesta quinta-feira (10), em Brasília.

Lideranças sindicais participaram do evento ao lado do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, que defendeu equilíbrio entre preservação ambiental e responsabilidade fiscal.

Entre os presentes, Miguel Torres, presidente da Força Sindical, destacou a importância da medida para o setor automotivo e os trabalhadores brasileiros.

“Além de proteger o meio ambiente, essa iniciativa garante empregos de qualidade e fortalece a indústria nacional”, Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Sérgio Nobre, presidente da CUT, reforça que o Programa Mover mostra que é possível crescer sem abrir mão do meio ambiente e preparar o Brasil para o futuro.

“O Brasil avança rumo a uma indústria automotiva mais moderna e sustentável” – Sérgio Nobre, presidente da CUT

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges também participou do lançamento do Programa Mover, que cria o Carro Sustentável.

De acordo com o sindicalista, o governo federal fortalece a indústria nacional e estimula a produção de modelos mais econômicos, seguros e alinhados às novas exigências ambientais.

“A decisão protege empregos existentes, gera novas vagas na cadeia produtiva e aponta para um futuro com mais inovação e desenvolvimento tecnológico. Com isso, o Brasil avança rumo a uma indústria automotiva mais moderna e sustentável, mostrando que é possível crescer sem abrir mão do meio ambiente.

Sindicalistas apoiam IPI Verde e empregos na indústria nacional

Sindicalistas marcaram presença no lançamento do IPI Verde, entre eles o presidente da Força Sindical, Miguel Torres que ressaltou que “o decreto é um passo importante para modernizar a indústria, criar empregos verdes e preparar o Brasil para um futuro mais sustentável”

Aparecido Inácio (Cidão), presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, reforçou o impacto positivo da medida para o emprego e a indústria nacional.

“Essa decisão mostra que é possível crescer com responsabilidade ambiental, gerar renda para os trabalhadores e impulsionar nossa produção local,” declarou Cidão.

Josinaldo Alves (Cabeça), presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e região destacou o impacto social da iniciativa.

“Investir em carros limpos é garantir empregos, tecnologia e um futuro mais justo para quem vive do trabalho no Brasil,” afirmou Cabeça.

Já Adilson Torres dos Santos (Sapão), presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, ressalta que o IPI Verde mostra que é possível modernizar a indústria, proteger o meio ambiente, gerar empregos de qualidade e manter o equilíbrio fiscal.

“Ao eliminar o imposto para carros sustentáveis, o governo estimula as empresas a apostar em tecnologia limpa”, celebra.

O que diz a nova regra?

A nova regra zera o IPI para veículos compactos que emitirem menos de 83 gramas de CO₂ por quilômetro rodado, seguindo critérios ambientais rígidos.

Além disso, o carro deve ter mais de 80% de materiais recicláveis, estimulando a economia circular e novas cadeias produtivas no país.

Outro requisito é que etapas essenciais da fabricação ocorram no Brasil, como soldagem, pintura e montagem, garantindo mais postos de trabalho.

Mudança na tabela do IPI

O decreto redefine a tabela do IPI, mantendo equilíbrio fiscal com um sistema de soma zero e estimulando a eficiência energética.

Veículos mais limpos terão impostos menores, enquanto modelos menos eficientes pagarão alíquotas maiores, incentivando inovação e sustentabilidade.

De acordo com o governo, um híbrido-flex pode reduzir o IPI de 6,3% para 2,8%, se atender todos os critérios do Mover.

A expectativa é que 60% da frota tenha redução de imposto até 2026, sem afetar as contas públicas. O programa prevê até R$ 190 bilhões em investimentos.

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