
Setembro Amarelo é uma campanha importante sobre a prevenção ao suicídio e o trabalho infantil.
“Setembro Amarelo” é o mês dedicado à prevenção ao suicídio. Dentro desta campanha, o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) alerta, em artigo, sob o título acima, que “o sofrimento psicológico associado ao trabalho precoce ainda é invisível para grande parte da sociedade e das políticas públicas”.
Dez de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
História
O texto destaca ainda que, no caso do trabalho infantil, “investir em proteção às infâncias e às adolescências significa ter políticas públicas e estratégias de identificação, de encaminhamento e de cuidado, inclusive em saúde mental para crianças, adolescentes e suas famílias”. A narrativa discorre sobre uma situação hipotética, inspirada em casos reais.
Na história, um menino de 14 anos troca as manhãs de escola por longas horas ‘ajudando’ no comércio da família. A rotina cansativa, somada à pressão para contribuir com a renda, não demora a afetar seu rendimento escolar e seu humor. “Eu me sentia sempre cansado e triste, não queria mais sair com meus amigos”, conta.
A situação dele, e de centenas de milhares de crianças e adolescentes que ‘ajudam’ seus familiares nos seus respectivos trabalhos, revela o impacto do trabalho infantil sobre a saúde mental de crianças e adolescentes.
O artigo também destaca “a prevenção ao suicídio também passa por garantir que nenhuma criança ou adolescente tenha seus direitos violados pelo trabalho precoce”.
O Ministério da Saúde aponta:
- A inserção prematura no mercado de trabalho pode provocar fragilização do desenvolvimento emocional, prejuízos sociais e psicológicos, além de elevar os riscos de acidentes, estresse crônico e perda de bem-estar geral.
- Em casos extremos, como na exploração sexual ,considerada uma das piores formas de trabalho infantil, o trauma pode levar a transtornos graves e pensamentos suicidas.
Motta
O presidente da Fecomerciários, Luiz Carlos Motta, afirma:
“Os efeitos provocados pelo Trabalho Infantil na saúde mental das crianças e adolescentes têm de ser expostos e debatidos para sair da invisibilidade. Com a adoção efetiva de combate, o acolhimento se ampliará!”.
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