PUBLICADO EM 29 de ago de 2025

Servidores de Caraguatatuba fazem greve de 24h e exigem reajuste

Servidores de Caraguatatuba paralisam atividades por 24h e exigem reajuste de 15%, melhores benefícios e condições de trabalho. Nova assembleia acontece em 2 de setembro

Servidores de Caraguatatuba fazem greve de 24h e exigem reajuste

Servidores de Caraguatatuba fazem greve de 24h e exigem reajuste

Cerca de mil servidores municipais de Caraguatatuba entram em greve de 24 horas nesta quinta-feira (28) e realizam uma das maiores manifestações dos últimos anos.

Eles exigem reajuste salarial de 15% e aumento nos vales refeição e alimentação. Além disso, reivindicam melhores condições de trabalho e combate ao assédio.

A decisão pela greve ocorre em assembleia após o prefeito Mateus Silva (PSD) se recusar a receber o sindicato e uma comissão de negociação.

Pela manhã, servidores iniciam manifestação às 7h30 em frente à Prefeitura, seguem em passeata e retornam ao ponto inicial com forte adesão.

Durante o protesto, os serviços municipais param parcialmente, exceto emergências de saúde. A categoria denuncia atraso nas negociações da Campanha Salarial 2025.

O impasse faz a campanha salarial se aproximar da data-base de 2026 sem avanços, o que aumenta a insatisfação e fortalece a mobilização dos trabalhadores.

Na próxima terça-feira (2), às 7h, nova assembleia decidirá se haverá continuidade da mobilização e possível greve por tempo indeterminado.

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 15%, vale-refeição de R$30 por dia, vale-alimentação de R$710, concurso público e respeito à livre associação sindical.

A pauta de reivindicações inclui ainda:

  • melhores condições de trabalho;
  • segurança, adicional de insalubridade e ambiente de trabalho saudável;
  • combate ao assédio moral e sexual;
  • defesa dos serviços públicos (convocação dos aprovados nos últimos concursos) e
  • liberação de dirigentes para atuação sindical.

Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e membro da CSP-Conlutas afirma que a luta dos servidores é legítima e merece todo apoio dos metalúrgicos.

“O prefeito está travando negociações e virando as costas para os trabalhadores”, acrescenta Macapá.

Ele reforça:

“Os servidores são quem realmente fazem a cidade funcionar. Por isso, suas reivindicações precisam ser atendidas com respeito e seriedade pela administração municipal.”

Leia também: Metalúrgicos da Carlos de Campo aprovam pauta do dissídio coletivo

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