PUBLICADO EM 01 de out de 2025

Seminário em Minas debate jornada menor e fim da escala 6×1

Seminário em BH debate redução da jornada e fim da escala 6×1, destacando saúde, qualidade de vida e legado de 90 anos do Sindicato

Seminário em Minas debate jornada menor e fim da escala 6x1

Seminário em Minas debate jornada menor e fim da escala 6×1

No dia 29 de setembro, o Sindicato dos Metalúrgicos de BH/Contagem recebeu seminário que colocou em pauta dois grandes desafios: reduzir a jornada e extinguir a escala 6×1.

O evento reuniu dirigentes sindicais, trabalhadores e convidados. Entre os presentes estavam o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) e Loricardo de Oliveira, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT.

Durante os debates, os participantes destacaram os efeitos nocivos das longas jornadas. Além disso, ressaltaram como a escala 6×1 prejudica a convivência social e compromete a saúde física e mental.

Para Reginaldo Lopes, a pauta da redução da jornada é estratégica. “Menos horas de trabalho significam qualidade de vida e geração de novos empregos, distribuindo riqueza”, afirmou o deputado.

Já Loricardo de Oliveira reforçou a mobilização dos trabalhadores.

“Essa é luta histórica. Reduzir jornada sem cortar salários e acabar com escala 6×1 garante dignidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.”

Experiências internacionais e mobilização

O seminário também analisou exemplos internacionais que avançaram nesse debate. As experiências reforçam a necessidade de sindicatos organizados para pressionar governos e empresas a adotarem mudanças significativas.

Geraldo Valgas, presidente do Sindicato de BH/Contagem, enfatizou que a defesa da jornada menor seguirá central. “Essa pauta dialoga com o futuro do trabalho e valorização.”

Em nota, a entidade reafirmou que não abrirá mão dessa luta. O sindicato destacou que os trabalhadores exigem respeito, saúde e condições mais humanas nas fábricas.

Livro celebra 90 anos de história

Ainda no dia 29, o Sindicato lançou o livro que marca os 90 anos de sua fundação. O evento reuniu lideranças, trabalhadores, movimentos sociais e autoridades.

A obra resulta de extensa pesquisa documental e entrevistas com dirigentes e trabalhadores. Ela resgata nove décadas de organização, resistência e conquistas fundamentais para a classe metalúrgica.

Mais que cronologia, o livro apresenta embates que moldaram a história sindical, desde greves históricas, passando pela ditadura militar, até os dias atuais de luta contínua.

Durante o lançamento, destacaram a importância de preservar a memória coletiva. Para as autoras, registrar essa trajetória garante que novas gerações conheçam a relevância e a força sindical.

“Resgatar essa história é preservar um legado de luta que ainda inspira e orienta o futuro”, afirmaram Marina Camisasca, Tayara Lemos e Carolina Dellamore.

Símbolo da luta sindical

O presidente Geraldo Valgas ressaltou o simbolismo da data. “São 90 anos forjados na luta. Este livro é presente para trabalhadores e sociedade”, declarou.

Ele destacou que a sociedade precisa reconhecer o papel fundamental do movimento sindical. Para Valgas, a luta por direitos e democracia está enraizada na história dos metalúrgicos.

O livro, 90 Anos de Luta, Memória, História e Resistência, passa a integrar o acervo da entidade. O acesso estará disponível a trabalhadores e pesquisadores interessados.

O lançamento reforçou a importância de manter viva a memória de um dos sindicatos mais combativos e representativos do país, exemplo para o movimento sindical brasileiro.

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