PUBLICADO EM 25 de mar de 2026

Santos: Sindest denuncia assédio e crise no serviço

Sindicato denuncia assédio, pressão e falta de apoio psicológico no serviço público de Santos, com impactos graves na saúde dos trabalhadores

Santos: Sindest denuncia assédio e crise no serviço

Santos: Sindest denuncia assédio e crise no serviço

O Sindest denuncia assédio sofrido pelos profissionais da saúde municipal de Santos; além disso, os trabalhadores relatam pressões, assédios de chefias e baixos salários, o que provoca afastamentos, demissões e adoecimento frequente.

De acordo com o presidente do Sindest – Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos, Fábio Pimentel, a situação se agravou; inclusive, registra tentativas de suicídio entre servidores, evidenciando um cenário crítico no serviço público.

Além disso, o diretor Daniel Gomes relatou casos de violência doméstica envolvendo servidores; portanto, o sindicato levou o tema ao debate em transmissão ao vivo recente.

Negociação não marcada

Durante o programa mediado por Willian Ribeiro, os dirigentes afirmaram que a administração conhece os problemas; entretanto, não apresentou soluções efetivas até o momento.

Eles esperam avanços na mesa permanente de negociações; contudo, a prefeitura ainda não confirmou a primeira reunião, apesar de prometer realizá-la até o fim de março.

Falta de vontade

Para os sindicalistas, o ambiente de trabalho gera medo constante; portanto, defendem que o Executivo adote medidas imediatas, com vontade política, para enfrentar problemas relatados.

Além disso, destacaram a necessidade de apoio psicológico aos servidores; porém, segundo Fábio, a Capep não oferece esse tipo de atendimento terapêutico essencial à categoria.

O sindicato também criticou a Capep Saúde; segundo a direção, a entidade apresenta falhas em convênios, o que amplia a insatisfação entre servidores ativos e aposentados.

Diante disso, os dirigentes defenderam a regulamentação da negociação coletiva no setor público; além disso, pediram garantia do direito de greve para melhorar salários.

Fábio afirmou que prefeituras resistem à negociação coletiva; enquanto isso, a CNM atua contra sua regulamentação, influenciando decisões políticas em nível nacional.

Por isso, Daniel destacou a importância da atuação sindical no Congresso; assim, defendeu acompanhamento constante de projetos que impactam diretamente os trabalhadores nos municípios brasileiros.

Fábio ressaltou que conquistas relevantes surgiram no Congresso; por exemplo, citou a regulamentação dos motoristas de ambulância e projetos voltados aos agentes de saúde.

No peixe e no gato

De acordo com os dirigentes, demandas dos agentes comunitários e de endemias tramitam há anos; contudo, enfrentam morosidade, o que prejudica avanços necessários à categoria.

Fábio destacou debate sobre reconhecimento dos agentes como profissionais da saúde; além disso, citou proposta que garante aposentadoria especial com integralidade e paridade.

Ele também criticou a ausência de gratificação por desempenho aos agentes; enquanto isso, afirmou que a questão poderia avançar por negociação direta mais ágil.

O sindicato defendeu ampliar representatividade política; além disso, informou que projeto na Câmara de Santos elimina exigência de cinco anos para aposentadoria.

Daniel ainda destacou dificuldades para ingresso no serviço público; portanto, reforçou que servidores devem participar das lutas sindicais e fortalecer a defesa coletiva.

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