PUBLICADO EM 03 de ago de 2019

Santos proíbe alvará para locais que comercializam animais domésticos

Foi incluído um inciso no projeto onde se abre uma exceção para canis que vendem bichos destinados à força policial e bombeiros, bem como cães-guias destinados às pessoas com deficiência visual.

A Câmara de Santos aprovou, em primeira discussão, o projeto de lei complementar 14/2019, que proíbe a concessão e renovação de alvará de licença, localização e funcionamento aos canis, gatis e estabelecimentos comerciais que pratiquem a comercialização de animais domésticos.

A proposta, de autoria do vereador Benedito Furtado (PSB), acrescenta o artigo 295-B e parágrafo único à Lei Municipal nº 3.531, de 16 de abril de 1968, Código de Posturas do Município de Santos. O texto recebeu nova redação da Comissão de Justiça, Redação e Legislação Participativa da Casa.

“Animais são membros nas nossas famílias. Este é o sentido (do projeto). De entender que é uma causa que tem, em seu bojo, amor. E amor não se vende, não se troca, não se negocia”, disse o parlamentar.

Se enquadram no projeto: cães, gatos, coelhos, roedores, pássaros e demais animais que através de processos tradicionais e sistematizados de manejo e/ou melhoramento zootécnico tornaram-se domésticos, conforme definições estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA).

Foi incluído um inciso no projeto onde se abre uma exceção para canis que vendem bichos destinados à força policial e bombeiros, bem como cães-guias destinados às pessoas com deficiência visual.

Em sua justificativa, Furtado destacou que “é nítido o progresso social e legal rumo à ‘descoisificar’ os animais, dando-lhes o tratamento cabível como seres vivos dotados de sensibilidade que são. De fato, animais não são coisas, não são mercadorias e, portanto, não podem ser tratados como tais”.

Segundo o vereador, a proposta também visa estimular “a adoção de tantos animais que estão aguardando tal ato de amor de tutores que possam dar-lhes um lar com os cuidados que merecem”.

O projeto ainda precisa ser aprovado em segunda discussão, antes de seguir para sanção ou veto do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).
Fonte: A Tribuna

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