PUBLICADO EM 26 de mar de 2026

Ricardo Patah e Davi Zaia defendem a redução de jornada e fim da escla 6×1

Lideranças sindicais defendem fim da escala 6×1 e redução da jornada, com foco em saúde, equilíbrio e valorização dos trabalhadores

O presidente da UGT, Ricardo Patah, recebeu o deputado estadual e dirigente sindical Davi Zaia, presidente da Federação dos Bancários de São Paulo, no Sindicato dos Comerciários de São Paulo para debater a redução da jornada de trabalho.

Durante o encontro, Patah destacou que a pauta histórica da central sindical inclui a redução da jornada para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1. Ele ressaltou que o tema voltou ao centro do debate nacional.

“Estamos tratando de uma bandeira da UGT desde a sua fundação: a redução para 40 horas e o fim da escala 6 por 1”, afirmou Patah, ao abrir a conversa.

Ao comentar o cenário político, o dirigente questionou se o momento atual é favorável à aprovação da proposta no Congresso Nacional.

De acordo com ele, há divergências sobre o timing da votação. “Queria saber se esse tema está maduro hoje. Há quem diga que, se votarmos agora, teremos apoio. Outros afirmam que seria inadequado neste momento”, pontuou.

Zaia respondeu destacando que resistências semelhantes já ocorreram em momentos históricos de avanço dos direitos trabalhistas no Brasil. Ele citou episódios como o fim da escravidão e a Constituição de 1988.

“Sempre houve uma corrente que diz que qualquer mudança na legislação trabalhista causaria caos. Foi assim no fim da escravidão e também na Constituinte de 1987 e 1988”, afirmou.

O dirigente lembrou que a última redução da jornada ocorreu há mais de três décadas, quando passou de 48 para 44 horas semanais, sem comprometer o desenvolvimento econômico do país.

“Já faz mais de 30 anos da última redução, e o Brasil continuou crescendo. Portanto, a redução da jornada está mais do que madura”, reforçou.

O sindicalista também destacou que o processo pode ocorrer de forma negociada, com transição gradual e participação das categorias por meio de convenções coletivas.

“Podemos discutir a forma de implementação, se será imediata ou com adaptação. As negociações coletivas também podem avançar nesse processo”, explicou.

Para ele, a mudança precisa ocorrer tanto no plano legislativo quanto constitucional, consolidando um novo padrão de jornada no país.

“Uma redução para 40 horas semanais, via legislação e Constituição, já passou da hora de acontecer”, afirmou.

Patah reforçou o caráter social da proposta e seu impacto direto na qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.

“Os trabalhadores querem essa redução para ter mais tempo para estudar, conviver com a família e viver com dignidade. Precisamos avançar já”, concluiu.

Leia também: DIESAT lança nota técnica sobre mudanças na NR-1

COLUNISTAS

QUENTINHAS