
Petroleiros fazem ato unificado em Suape pela soberania
Apesar da chuva, do vento e do calor, petroleiras e petroleiros marcharam juntos nesta terça (5), em Suape, Ipojuca, durante ato nacional da categoria.
O protesto integrou a 12ª Plenafup e reuniu, desde cedo, dirigentes da FUP, da FNP e dos Sindipetros em frente à Refinaria Abreu e Lima.
Logo pela manhã, os delegados saíram do Centro de Formação e Lazer ao som de Chico Science. Enquanto isso, militantes do MST prepararam um café reforçado.
Eles serviram cuscuz com galinha, fortalecendo os manifestantes para o ato. Em seguida, os trabalhadores da refinaria se juntaram ao protesto, ampliando o coro.
Com isso, o clima esquentou ainda mais. Os dirigentes denunciaram o abandono da Petrobrás em regiões como o Norte, sem previsão de novos investimentos.
“O Amazonas ainda não recebeu nenhum projeto da Petrobrás para retomar nossa refinaria”, criticou Marcos Ribeiro, coordenador do Sindipetro-AM.
Na sequência, Elizabete Sacramento, do Sindipetro-BA, defendeu a união das federações. “Precisamos fortalecer o diálogo e combater o entreguismo”, afirmou.
Além disso, diversos participantes lembraram Luiz Lourenzon. Sérgio Borges destacou o protagonismo do dirigente nas lutas em Suape e em todo o país.
Durante sua fala, Borges também alertou os trabalhadores. “Se for necessário, realizaremos uma greve nacional para defender nossa valorização”, afirmou.
Por fim, Sinésio Pontes, do Sindipetro-PE/PB, celebrou a retomada do Trem 2. “Lula anunciou a obra aqui e garantiu 10 mil empregos diretos”, disse.
A programação da 12ª Plenafup continua. Nesta terça, os debates abordam temas como geopolítica e transição energética, com especialistas e pesquisadores convidados.
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