
Panfletagem marca abertura do Março Mulher em São Paulo – Fotos: Jaélcio Santana (VEJA MAIS FOTOS)
Panfletagem marcou a abertura do Março Mulher, nesta segunda-feira, na estação Brás do Metrô e no Largo da Concórdia, integrando agenda unificada do Fórum Nacional.
A ação reuniu dirigentes e militantes, que distribuíram panfletos informativos com foco no enfrentamento à violência contra mulheres, ao feminicídio, e na defesa da vida.
Além disso, o material defendeu igualdade salarial, o fim da escala 6×1, a redução da jornada sem salários menores, e política nacional de cuidados estratégica.
De acordo com Maria Auxiliadora, secretária nacional de Políticas para as Mulheres e de Gênero da Força Sindical, a mobilização expressa posicionamento firme, convocando consciência, ação coletiva, denúncia da violência, e afirmação de direitos históricos.
“O Março Mulher é um chamado à consciência e à ação. Estamos nas ruas para denunciar a violência, exigir igualdade salarial, defender a redução da jornada e afirmar que a vida das mulheres importa”, destacou.
A presidenta da Nova Central Sindical de Trabalhadores, Sônia Zerino, participou da mobilização e reafirmou o compromisso da entidade com a luta das mulheres trabalhadoras.
“Defender a vida, a dignidade e os direitos das mulheres é uma responsabilidade permanente do movimento sindical”, afirmou.
A ação marca o início da agenda de março, fortalecendo a mobilização em defesa da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres.
Ato Cultural
Durante o ato, uma peça de teatro de rua retratou situações de violência, sensibilizando o público e reforçando denúncia, conscientização e mobilização social ampla urbana.
A iniciativa abriu o calendário do Março Mulher, que ao longo do mês promoverá debates, mobilizações e atividades públicas pelas centrais sindicais em todo país.
Crescem casos de feminicídio
Diante do avanço dos índices de feminicídio no país, especialistas e dirigentes sindicais alertam que o enfrentamento à violência contra a mulher não pode recair apenas sobre o poder público.
Embora políticas públicas, planos de ação e serviços especializados sejam fundamentais, o combate efetivo exige corresponsabilidade social.
Familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho que presenciam ou suspeitam de situações de abuso precisam agir para romper o ciclo de violência e garantir a responsabilização dos agressores.
Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Amanda Corcino, a omissão social contribui para a perpetuação da violência.
“Não se trata de fazer justiça com as próprias mãos, e sim de denunciar, acolher a mulher, afastá-la e retirá-la do ambiente tóxico e violento em que eventualmente viva”, afirma.



