PUBLICADO EM 15 de set de 2025

Operários em Belém iniciam paralisação por salários dignos

Trabalhadores da construção em Belém paralisam obras da COP30, nesta segunda (15), por reajuste, benefícios e respeito diante do alto lucro patronal

Operários em Belém iniciam paralisação por salários dignos

Operários em Belém iniciam paralisação por salários dignos. Em campanha salarial, querem melhores salários e direitos diante do tamanho lucro da patronal com as obras da COP30

Essa foi a decisão de centenas de operários e operários reunidos, nesta última quinta-feira (11), ao final da tarde em assembleia geral que fechou a travessa 9 de janeiro em frente ao Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém/PA: paralisação na segunda-feira (15) e indicativo de greve por tempo indeterminado, caso a patronal não melhore a proposta.

Depois, ainda, seguiram em passeata fechando a avenida Magalhães Barata até o Mercado de São Braz, região movimentada da capital paraense.

Indignados, eles prometem greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira (16), caso a patronal não atenda as reivindicações da campanha salarial:

  • 9,5% de reajuste,
  • cesta básica de R$ 270,00,
  • classificação para as mulheres,
  • PLR em duas parcelas de R$ 378,00,
  • fim do aviso trabalhado e
  • classificação direta de servente para profissional.

A patronal, por sua vez, oefereceu apenas 5,5% de reajuste e somente R$ 10 a mais no valor da cesta básica que somaria R$ 120.

Força do movimento

Revoltados com o que estão enfrentando na preparação da COP30, os operários tem demonstrado total disposição de luta. “Ei patronal, preste atenção, está chegando um tsunami de peão” está entre as plavras de ordem entoadas por eles.

“A peãozada tem enfrentado sol e chuva pela pressa de entrega nas obras da COP30, os patrões cobram agilidade de olho em seus lucros de bilhões, mas quando se fala em salários e melhoria de direitos se mantêm intransigentes. Se querem uma Belém padrão para a COP30 têm que pagar os que estão construindo tudo para isso acontecer. Esse é o sentimento da peãozada”, comenta o operário Atnágoras Lopes que integra a Secretaria Executiva da CSP-Conlutas.   

Os trabalhadores também chamam atenção do governador Hélder Barbalho que estimula a exploração.

“São obras infidáveis pela cidade, sem descanso para os trabalhadores da construção, o governo está pagando milhões por inúmeras dessas obras e permite essa superexploração da nossa categoria. Não vamos aceitar”, reforça o diretor do Sindicato Ailson Cunha. 

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