PUBLICADO EM 23 de set de 2025

Operários completam oito dias de greve em Belém

Greve dos operários da construção civil de Belém chega ao oitavo dia, com votação unânime, acordo parcial e pressão por avanços nas negociações coletivas

Operários completam oito dias de greve em Belém

Operários completam oito dias de greve em Belém

Nesta segunda-feira, 22 de setembro, os operários da construção civil de Belém completaram oito dias de greve e participaram de nova rodada de negociação no TRT.

Após votação unânime em assembleia realizada em frente ao tribunal, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém – STICMB apresentou contraproposta com reajuste de 8%, cesta básica, PLR e garantias sociais.

A proposta incluiu ainda retomada do pagamento até o dia 30, manutenção dos direitos sociais e atenção às reivindicações específicas das trabalhadoras mulheres da categoria.

Apesar disso, a negociação geral não avançou. Enquanto a patronal se mantém irredutível, os trabalhadores seguem confiantes na força da mobilização coletiva em curso.

Conquista em obra estratégica

Com a urgência das obras da COP30, empresas começam a fechar acordos individuais. A Don Engenharia e terceirizadas cederam à greve e assinaram acordo.

Esse acordo garantiu reajuste de 8% nos pisos salariais, cesta básica de R$ 210, PLR de R$ 354 e manutenção das cláusulas sociais.

Além disso, assegurou pagamento regular até o dia 30, atendendo a uma das principais reivindicações da categoria nas negociações conduzidas pelo sindicato.

Segundo o coordenador do STICMB, Ailson Cunha, a vitória fortalece a luta: “Essa é mais uma grande vitória que mostra nossa força.”

Próximos passos da luta

Para esta terça-feira, 23 de setembro, os trabalhadores marcaram concentração pela manhã na sede do Sindicato para realizar uma nova assembleia geral deliberativa.

A categoria acredita que, mantendo a mobilização forte, será possível conquistar integralmente as reivindicações e pressionar o setor patronal por um acordo abrangente.

Os dirigentes lembram que empresários lucram alto com os mais de R$ 7 bilhões liberados para obras da COP30, financiadas pelos governos estadual e municipal.

Assim, os trabalhadores denunciam que os patrões e gestores públicos se beneficiam dos investimentos enquanto tentam negar conquistas justas à categoria mobilizada.

Apoio à mobilização

A greve segue recebendo apoio de entidades sindicais, movimentos sociais e da população, que reconhecem a legitimidade das reivindicações dos operários da construção civil.

O movimento abrange trabalhadores e trabalhadoras de Belém, Ananindeua e Marituba, que continuam unidos e dispostos a resistir até conquistar seus direitos.

O STICMB reforça o chamado: a unidade é fundamental para garantir vitórias maiores e assegurar respeito à dignidade da categoria na construção civil.

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