• HOME
  • TRABALHO
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • CHARGES
  • MUNDO
  • COLUNISTAS
  • HISTÓRIA
  • IMAGEM
  • FALE CONOSCO
  • QUEM SOMOS

Assinatura Realizada com Sucesso!

Rádio Peão Brasil
  • HOME
  • TRABALHO
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • CHARGES
  • MUNDO
  • COLUNISTAS
  • HISTÓRIA
  • IMAGEM
PUBLICADO EM 05 de jul de 2019

Nota das centrais sindicais sobre o Acordo Mercosul – União Europeia

As Centrais Sindicais brasileiras, tendo em vista a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), estão preocupadas e alertam sobre o impacto que este acordo terá para o sistema produtivo do Brasil em geral e para certos setores econômicos estratégicos e os trabalhadores.

Foto: O Vermelho

Os trabalhadores e as entidades sindicais estão apreensivos com o aumento do desemprego, diminuição da competitividade e perdas irreparáveis na balança comercial. Haverá, por exemplo  remoção de tarifas em setores estratégicos de nossa já frágil indústria, como automóveis, autopeças, químicos e fármacos. A indústria brasileira, que ano após ano já vem perdendo participação no PIB nacional, pode sofrer um golpe definitivo, reforçando o modelo que reduz nossa economia a meros exportadores de commodities e importadores de produtos industrializados e de alta tecnologia.

Em linhas gerais, o acordo ressalta as vantagens comparativas dos países: cerca de 70% das exportações brasileiras para a União Europeia são de produtos primários e cerca de 90% das importações brasileiras do bloco europeu são de produtos manufaturados. Também é extremamente preocupante que o Acordo não contemple a manutenção e a inclusão de instrumentos como salvaguardas comerciais, cláusulas de indústria nascente, regimes suspensivos e licenças de importação – todos eles permitidos e regulados atualmente pela (OMC).

Importante destacar que a UE tem reivindicado que os países do Mercosul não quebrem patentes para a fabricação de medicamentos por um período de cinco anos após o registro do produto, o que colocaria em risco o bem-sucedido programa brasileiro de genéricos. Podemos, então, deduzir que acordo poderá impor mais barreiras para a superação do atraso dos países do Mercosul, pois continuaremos exportando bens com pouco capital humano e de baixo valor agregado e importando produtos com muito capital humano e enorme valor agregado.

É importante destacar que o acordo vai liberalizar mais de 90% do comércio de bens em um prazo de menos dez anos – o acordo abrange bens, serviços, investimentos e compras governamentais. Os prazos estreitos ameaçam ainda mais uma transição ordenada dos setores produtivos, com impactos substanciais tanto na quantidade quanto na qualidade do emprego em ambas as regiões, além de resultar em situações imprevistas de deslocamento social (migrações do campo para a cidade, desemprego industrial em massa, etc.) – ainda mais se considerarmos a brutal assimetria na competitividade entre os dois blocos econômicos.

As centrais sindicais brasileiras, em conjunto com o movimento sindical do Cone Sul, repetidamente apresentou para as autoridades de ambos os blocos nossas principais preocupações e demandas para que a negociação avançasse para um verdadeiro acordo de associação que permita fortalecer as relações políticas, sociais, econômicas e culturais entre ambas regiões, e que seja capaz de promover o respeito aos direitos humanos, ao emprego digno, ao trabalho decente, ao desenvolvimento sustentável e aos valores democráticos.

No entanto, os trabalhadores e as trabalhadoras do Mercosul não tiveram participação real e efetiva nas negociações – que ocorreram em um cenário antidemocrático e de total falta de transparência – o que motiva nossa absoluta rejeição ao presente acordo, tanto em relação a sua forma quanto ao seu conteúdo. Além disso, é certo que o atual governo brasileiro não demonstra nenhum compromisso com cláusulas importantes do acordo: respeito ao meio ambiente, o desenvolvimento , comprometimento com as convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e incentivos à participação e ao diálogo social.

O governo brasileiro, que persegue a estrutura sindical e atua contra os direitos dos trabalhadores, estará disposto a respeitar as cláusulas trabalhistas e sindicais previstas neste acordo de livre comércio?

Defendemos uma forte retomada da participação da indústria de transformação no PIB nacional, pois é um segmento com potencial para alavancar o desenvolvimento do Brasil, com geração de empregos de qualidade para uma grande parcela da população que atualmente está fora do mercado formal de trabalho, desalentada ou exercendo funções precárias de risco à saúde e à vida.

São Paulo,05 de julho de 2019

Vagner Freitas – Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Miguel Torres – Presidente da Força Sindical (FS)

Ricardo Patah – Presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT)

José Calixto Ramos – Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)

Antonio Neto – Presidente da Central dos Sindicatos do Brasil (CSB)

 

 

Economia

economia

DIEESE: o que você ganha com a Isenção do Imposto de Renda

“Irresponsabilidade social”, Força Sindical critica juros a 15%

Atos destacam conquista da isenção do IR

Centrais sindicais cobram redução imediata da taxa Selic

Metalúrgicos da Ball querem PLR no valor de R$ 20 mil

COLUNISTAS

Carlos Lopes

Os comunistas e a Revolução de 30, por...

João Guilherme Vargas Netto

Cuidar da safra sindical

Miguel Torres

Basta de feminicídio e violência contra as mulheres!

Artur Bueno de Camargo

Pela adoção da escala de trabalho 5X2, mas...

Eduardo Annunciato Chicão

90 anos do Salário Mínimo: a dignidade que...

Eusébio Pinto Neto

Três pilares de resistência em defesa da classe...

Antônio Neto

Os 90 anos da lei que instituiu o...

Chiquinho Pereira

Democracia, sempre!

Luiz Carlos Motta

Redução da Jornada: Onde Menos Vale Mais!

Alex Saratt

Do voto ao veto

Diógenes Sandim Martins

O Crepúsculo do Soft Power: A Doutrina Monroe...

Fim da Escala 6X1 e Redução da Jornada de Trabalho

Adoecimento do corpo e da mente é tema...

Alex Saratt

Stop Trump Now! E as lutas de libertação...

João Guilherme Vargas Netto

A hora certa; opinião de João Guilherme

Paulo Henrique Viana, Paulão

103 anos da Previdência Social: política pública que...

Marcos Verlaine

Bolsonaro preso, bolsonarismo vivo: a economia da atenção...

Jenny Farrell

O sentido político de Frankenstein, de Mary Shelley

Artur Bueno de Camargo

A concentração de renda destrói o Meio Ambiente...

Fim da Escala 6X1 e Redução da Jornada de Trabalho

O impacto da jornada de trabalho na saúde...

Carlos Lopes

Os comunistas e a Revolução de 30, por...

João Guilherme Vargas Netto

Cuidar da safra sindical

Miguel Torres

Basta de feminicídio e violência contra as mulheres!

Artur Bueno de Camargo

Pela adoção da escala de trabalho 5X2, mas...

Eduardo Annunciato Chicão

90 anos do Salário Mínimo: a dignidade que...

Eusébio Pinto Neto

Três pilares de resistência em defesa da classe...

Antônio Neto

Os 90 anos da lei que instituiu o...

Chiquinho Pereira

Democracia, sempre!

Luiz Carlos Motta

Redução da Jornada: Onde Menos Vale Mais!

Alex Saratt

Do voto ao veto

Diógenes Sandim Martins

O Crepúsculo do Soft Power: A Doutrina Monroe...

Fim da Escala 6X1 e Redução da Jornada de Trabalho

Adoecimento do corpo e da mente é tema...

Alex Saratt

Stop Trump Now! E as lutas de libertação...

João Guilherme Vargas Netto

A hora certa; opinião de João Guilherme

Paulo Henrique Viana, Paulão

103 anos da Previdência Social: política pública que...

Marcos Verlaine

Bolsonaro preso, bolsonarismo vivo: a economia da atenção...

Jenny Farrell

O sentido político de Frankenstein, de Mary Shelley

Artur Bueno de Camargo

A concentração de renda destrói o Meio Ambiente...

Fim da Escala 6X1 e Redução da Jornada de Trabalho

O impacto da jornada de trabalho na saúde...

Carlos Lopes

Os comunistas e a Revolução de 30, por...

João Guilherme Vargas Netto

Cuidar da safra sindical

Miguel Torres

Basta de feminicídio e violência contra as mulheres!

Artur Bueno de Camargo

Pela adoção da escala de trabalho 5X2, mas...

Eduardo Annunciato Chicão

90 anos do Salário Mínimo: a dignidade que...

Eusébio Pinto Neto

Três pilares de resistência em defesa da classe...

Antônio Neto

Os 90 anos da lei que instituiu o...

Chiquinho Pereira

Democracia, sempre!

Luiz Carlos Motta

Redução da Jornada: Onde Menos Vale Mais!

Alex Saratt

Do voto ao veto

Diógenes Sandim Martins

O Crepúsculo do Soft Power: A Doutrina Monroe...

Fim da Escala 6X1 e Redução da Jornada de Trabalho

Adoecimento do corpo e da mente é tema...

Alex Saratt

Stop Trump Now! E as lutas de libertação...

João Guilherme Vargas Netto

A hora certa; opinião de João Guilherme

Paulo Henrique Viana, Paulão

103 anos da Previdência Social: política pública que...

Marcos Verlaine

Bolsonaro preso, bolsonarismo vivo: a economia da atenção...

Jenny Farrell

O sentido político de Frankenstein, de Mary Shelley

Artur Bueno de Camargo

A concentração de renda destrói o Meio Ambiente...

Fim da Escala 6X1 e Redução da Jornada de Trabalho

O impacto da jornada de trabalho na saúde...

QUENTINHAS

Metalúrgicos do ABC lamentam morte de Paulo Vidal

Vitória sindical garante acordo de R$ 55 milhões em Jacareí

Projeto Verão sem AIDS amplia prevenção e conscientização na Praia Grande

  • © 2026 Rádio Peão Brasil
  • Quem Somos
  • Fale Conosco

Assinatura Realizada com Sucesso!