
Foto: Jaelcio Santana
As centrais sindicais realizaram, nesta terça-feira (9), um ato na Avenida Paulista para pressionar o Banco Central a reduzir imediatamente a taxa Selic, considerada um entrave ao crescimento econômico brasileiro.
Centenas de trabalhadores participaram da mobilização em frente à sede do Banco Central e defenderam juros mais baixos para impulsionar o consumo, fortalecer a produção nacional e gerar novos empregos.
As lideranças sindicais defenderam que o Copom, reunido hoje e amanhã, precisa cortar a Selic, atualmente fixada em 15% ao ano, pois esse patamar prejudica o desenvolvimento do País.
Durante o ato, as lideranças reforçaram que juros elevados beneficiam apenas o sistema financeiro e penalizam trabalhadores, famílias e empresas, aprofundando desigualdades e enfraquecendo o mercado interno.
As centrais também afirmaram que redução rápida dos juros é fundamental para garantir um Natal sem endividamento, permitindo que a população recupere seu poder de compra com dignidade.

Juruna, secretário geral da Força Sindical/Foto: Jaelcio Santana
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna) ressalta que juros altos prejudicam a economia, freiam o desenvolvimento e impedem a geração de empregos.
“Juros elevados só atrasam o país, porque travam a economia, bloqueiam o desenvolvimento e reduzem drasticamente a capacidade de gerar empregos”, destacou.

Josimar Andrade, ativista da UGT/Foto: Jaelcio Santana
Josimar Andrade, representante da UGT afirmou que não se pode aceitar que taxas tão exorbitantes impeçam o consumo neste Natal.
“É inadmissível que juros tão altos segurem o consumo e dificultem o Natal das famílias brasileiras”, destacou Jozimar, da UGT.

Daniel Calazans , secretário geral da CUT-SP/Foto: Jaelcio Santana
O secretário-geral da CUT São Paulo, Daniel Calazans afirmou que a atual taxa Selic está estrangulando a economia.
“A atual taxa de juros encarece o crédito, desestimula investimentos e dificulta a vida das famílias trabalhadoras”, acrescentou o sindicalista.

Luiz Gonçalves (Luizinho), sindicalista da Nova Central/Foto: Jaelcio Santana
“Enquanto a taxa de juros permanecer tão alta, a economia continuará crescendo muito pouco”, afirmou Luiz Gonçalves (Luizinho), representante da NCST São Paulo.

Ronaldo Leite, secretário geral da CTB/ Foto: Jaelcio Santana
“Os juros atuais são escorchantes e bloqueiam a distribuição de renda, penalizando especialmente os trabalhadores e as famílias mais vulneráveis”, destacou Ronaldo Leite, secretário geral da CTB.

Protesto na Paulista/Foto: Jaelcio Santana
Os sindicalistas, caracterizados com os gorrinhos do Papai Noel, com o objetivo de chamar a atenção que com juros altos a compra de presentes de Natal será mais difícil, também pararam a avenida Paulista em protesto.
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