
Mulheres metalúrgicas reforçam luta por igualdade e respeito
No dia 25 de julho, o Brasil celebrou o Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data valoriza lutas, conquistas e resistências históricas.
Valéria da Silva, da Apis Delta, em Diadema, reforça a importância de denunciar o racismo.
“Sonho com o fim do racismo, mas sigo lutando.”
Ela integra a Comissão das Mulheres do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e participou da preparação para a Marcha das Mulheres Negras, marcada para novembro, em Brasília.
“A reunião do dia 12 foi emocionante. Ver tantas mulheres com sede de justiça inspira nossa caminhada por respeito e igualdade”, afirmou Valéria.
Também negra e metalúrgica, Rafaela Barbara, da Rassini, destacou o simbolismo da data como força de recomeço e continuidade da resistência ancestral.
“Sou a primeira operadora de empilhadeira da fábrica. Ocupar esse espaço mostra que podemos ser o que quisermos, onde quisermos”, declarou Rafaela.
Ela acredita que impor sua presença e vontades é também um ato político. “Sei o que mereço e não aceito menos.”
Além disso, dados divulgados ontem mostram que o feminicídio atinge majoritariamente mulheres negras. Em 2024, foram 1.492 assassinatos, 63,6% com vítimas negras.
Essas estatísticas evidenciam a urgência de políticas públicas efetivas. Assim, as mulheres negras seguem marchando por visibilidade, justiça e equidade.
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