
Mulher negra no trabalho: luta sindical e política por dignidade e justiça
A presença da mulher negra no mercado de trabalho carrega marcas históricas de exploração, desigualdade e resistência. Essa luta é, ao mesmo tempo, política e sindical.
Hoje, mulheres negras lideram os índices de informalidade, ocupam cargos mais precarizados e recebem os menores salários do país.
Essa realidade não é acidental. Pelo contrário, resulta do racismo estrutural combinado ao machismo, que juntos mantêm essas mulheres na base da pirâmide social.
O Brasil construiu sua economia sobre o trabalho escravizado. E as mulheres negras ainda carregam os efeitos diretos dessa herança desigual.
Por isso, debater trabalho e mulher negra é exigir transformação. A luta ultrapassa a inclusão e avança para a conquista de direitos concretos.
Entre as reivindicações, estão a igualdade salarial, o fim da precarização e o acesso real a cargos de liderança e decisão.
Também são essenciais políticas públicas voltadas à formação profissional e ao combate às práticas racistas nos ambientes de trabalho.
A dirigente sindical Priscilla Custodio Silva defende que essa pauta precisa estar no centro da luta sindical e do movimento popular.
“A transformação nasce na luta coletiva. E quando a mulher negra avança, toda a classe trabalhadora avança junto”, afirma a dirigente.
Para ela, o sindicato é espaço estratégico para denunciar desigualdades e construir um novo modelo de trabalho, com justiça social e respeito.
Assim, a luta da mulher negra segue firme: nas fábricas, nas ruas, nos sindicatos e em todos os espaços onde se decide o futuro do trabalho.
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