
Metroviários de Londres fazem 4º dia de greve por redução de jornada e direitos
Os metroviários de Londres chegaram ao seu quarto dia de greve nesta quarta-feira (10). Ao menos 90 estação amanheceram fechadas na capital inglesa, com milhares de trabalhadores na luta por melhores condições de trabalho, direitos e salários.
A greve contínua realizada pelo sindicato da categoria, o RMT (Union of Rail, Maritime and Transport Workers), ou, Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários, Marítimos e do Transporte, tem como principal demanda a redução da jornada de 35h para 32h.
Eles também cobram o reajuste salarial e o cumprimento de acordos anteriores negligenciados pela empresa responsável. A sobrecarga de trabalho e a duração dos turnos foram catalisadoras da greve.
Outra questão central para a mobilização é a denúncia do fechamento de todas as bilheterias na linha Elizabeth em 2027. O que o sindicato considera como uma “traição aos trabalhadores e toda população”.
Os metroviários londrinos também exigem negociação imediata e afirmaram que a greve contínua deverá durar ao menos sete dias. Até o momento, a direção da empresa aceita negociar apenas os salários, classificando como impossível a redução da jornada.
Nesta quarta, o presidente do Sindicato RMT, Eddie Dempsey, exigiu que o prefeito de Londres, Sadiq Khan, intervenha nas negociações com a empresa e pare de atacar os trabalhadores através das redes sociais.
Em defesa dos terceirizados
A mobilização dos metroviários de Londres também defende melhores salários e a implementação do auxílio-doenças aos trabalhadores da limpeza contratados por uma empresa terceirizada. A CSP-Conlutas declara todo apoio a esta mobilização.
“Todo apoio aos metroviarios e metroviarias em greve em Londres. Redução de jornada para 32h semanais já!”, afirma Fábio Bosco, do Setorial Internacional.
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