PUBLICADO EM 27 de out de 2025

Metalúrgicos do ABC defendem transição energética justa em audiência pública

Metalúrgicos do ABC participam de audiência em Sorocaba e defendem transição energética justa, com foco em empregos, requalificação e sustentabilidade industrial

Metalúrgicos do ABC defendem transição energética justa em audiência públicaOs Metalúrgicos do ABC participaram, na manhã de quarta-feira (22), de uma audiência pública na Câmara de Sorocaba sobre transição energética justa na indústria automotiva.

O evento, proposto pelo vereador Izídio de Brito (PT), reuniu sindicalistas, autoridades, pesquisadores e empresários para discutir o tema “Descarbonização: impactos e oportunidades para Sorocaba”.

O debate abordou os desafios da descarbonização e a necessidade de políticas públicas que assegurem inovação tecnológica e requalificação profissional com foco em sustentabilidade.

O diretor Wellington Messias Damasceno destacou que outras cidades devem seguir o exemplo de Sorocaba e promover audiências sobre transição energética e políticas municipais sustentáveis.

De acordo com ele, os municípios têm papel direto em políticas de transporte público, aquisição de ônibus e regulamentações locais ligadas à descarbonização e à energia limpa.

Wellington ressaltou que o Sindicato tem apresentado propostas como o Mover, a Nova Indústria Brasil e o Combustível do Futuro para garantir transição com justiça social.

“As mudanças precisam ocorrer com o trabalhador no centro, garantindo requalificação profissional, preservação de empregos e fortalecimento do parque industrial brasileiro”, afirmou o dirigente sindical.

Ele destacou ainda que o Brasil possui potencial para desenvolver tecnologias limpas capazes de fortalecer a indústria nacional e gerar novos postos de trabalho.

Além de Sorocaba, Wellington participou de debate em Belo Horizonte, promovido pelo NETE/UFMG, sobre reindustrialização, qualidade dos empregos e transição tecnológica.

Durante o evento, ele reforçou que a transição tecnológica deve ser justa e sustentável, sem prejuízos aos trabalhadores e com mecanismos de proteção social.

“Essas mudanças impactam diretamente os empregos. Por isso, defendemos a redução da jornada e políticas que garantam transição com justiça social”, concluiu Wellington.

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