
Metalúrgicos do ABC ampliam mobilização por avanços salariais
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC intensificou ontem as mobilizações nas fábricas AeZ e VMG, em Ribeirão Pires, fortalecendo a Campanha Salarial 2025.
A FEM-CUT/SP manteve negociações constantes com grupos patronais para fechar acordo até 1º de setembro, data-base da categoria. A entidade representa, portanto, 190 mil metalúrgicos no estado.
Além disso, o coordenador regional Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos, ressaltou que este era o momento de união e participação ativa junto ao Sindicato. “Se o patronal enrolar, a luta vai crescer”, afirmou.
Ele também destacou que as assembleias funcionaram como ferramenta decisiva para destravar a pauta. “Cada trabalhador é peça-chave para garantir as conquistas coletivas”, acrescentou, reforçando a importância da mobilização.
Entre as reivindicações, a categoria não apenas exigiu reposição da inflação com aumento real, mas também defendeu mais sindicalizações para fortalecer a luta. Ademais, as demandas incluíram questões sociais e de qualidade de vida.
Por outro lado, a pauta contemplou ainda o fim da escala 6×1, a redução da jornada sem corte salarial e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil.
Essas propostas, por sua vez, fizeram parte do Plebiscito Popular, organizado pela CUT, centrais e movimentos sociais. Segundo Marquinhos, a pressão organizada seria, portanto, essencial para conquistar avanços.
Vale destacar que a base do ABC conta com 52 mil trabalhadores, enquanto outros 21 mil atuam em montadoras com acordos específicos. “O recado está dado: 2025 será de vitórias se estivermos unidos”, concluiu o dirigente.



