
Metalúrgicos da TI Automotive garantem indenização de até R$ 124 mil
Após um dia de greve, os metalúrgicos da TI Automotive conquistaram um acordo coletivo que garante indenização de até R$ 124 mil em caso de demissões.
A paralisação começou na quarta-feira (22) e terminou nesta quinta (23), após aprovação da proposta em assembleia. O acordo assegura conquistas econômicas e estabilidade.
Os trabalhadores garantiram R$ 10.800 de PLR, reajuste salarial pelo INPC mais 1,5% de aumento real e vale-alimentação mensal de R$ 501.
O clima de tensão cresceu nos últimos dias, após rumores sobre o possível fechamento da unidade de São José dos Campos, gerando insegurança entre os funcionários.
A greve foi decisiva para pressionar a empresa a negociar e esclarecer o futuro da fábrica, que emprega dezenas de trabalhadores da região do Vale do Paraíba.
Em resposta, a direção da TI afirmou ao Sindicato que não pretende encerrar as atividades, mas reconhece um excedente de 56 funcionários para 2026.
Durante as negociações, ficou definido que trabalhadores horistas demitidos em 2026 terão direito a indenização social de R$ 100 mil mais plano médico de 24 meses.
Como alternativa, o empregado poderá optar por indenização substitutiva de R$ 24 mil, totalizando até R$ 124 mil em compensações, corrigidas anualmente pelo INPC.
O benefício também contemplará trabalhadores que se aposentarem ao longo de 2026, assegurando um reconhecimento adicional aos anos de dedicação à empresa.
Por outro lado, pedidos de demissão e empregados mensalistas não estão incluídos, sendo o acordo restrito aos horistas ativos na data da assinatura.
A vigência do acordo se estende até 2027, estabelecendo uma base de estabilidade e valorização para a categoria metalúrgica no próximo período de negociações.
Segundo o diretor do Sindicato, Emerson de Lima, o Binho, “a indenização social é uma conquista histórica, fruto da união e mobilização dos trabalhadores”.
Ele destacou que “a permanência da fábrica em São José dos Campos é uma vitória e simboliza a força da luta coletiva por empregos e respeito”.
Já o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Renato Almeida, alertou para os riscos do avanço da desindustrialização na região e no país como um todo.
De acordo com ele, “a perda de indústrias reduz empregos, enfraquece a massa salarial e compromete o crescimento econômico. O governo deve agir com urgência”.
Renato reforçou que o Sindicato seguirá cobrando investimentos, inovação e novos projetos que garantam a manutenção dos postos de trabalho na TI Automotive.
A mobilização dos metalúrgicos reafirmou o papel do movimento sindical como instrumento essencial na defesa dos direitos, da renda e da dignidade dos trabalhadores.
Leia também:
Alagoas aprova 15 propostas na II Conferência Nacional do Trabalho



