PUBLICADO EM 20 de mar de 2026

Metalúrgicas superaram Lei de Cotas em Osasco

Pesquisa apontou que metalúrgicas de Osasco atingiram 105,2% da Lei de Cotas em 2025, com avanços na inclusão e desafios persistentes na diversidade

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As metalúrgicas de Osasco e região registraram avanço significativo em 2025 e atingiram 105,2% de cumprimento da Lei de Cotas, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira.

Além disso, o resultado representou o segundo melhor índice desde 2016, conforme dados da 20ª Pesquisa Lei de Cotas no Setor Metalúrgico regional.

A pesquisa foi realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, com apoio da Gerência Regional do Trabalho e projeto da Superintendência estadual.

O levantamento foi apresentado no auditório da Cinpal, empresa que mais contratou trabalhadores com deficiência na região, reunindo dirigentes, empresas, autoridades e parceiros pela inclusão.

De acordo com o presidente do Sindicato, Gilberto Almazan, Ratinho, o fortalecimento institucional contribuiu diretamente para os resultados positivos observados ao longo do último período.

“60% das empresas cumprem 100% ou mais da legislação, mas o restante ainda precisa atingir essa marca. Se conseguirmos fortalecer ainda mais o Ministério do Trabalho, vamos avançar muito mais, não só nessa luta, mas em tantas outras tão importantes quanto para a classe trabalhadora”.

No entanto, a pesquisa também evidenciou desafios importantes, sobretudo na diversidade das contratações, que ainda se concentraram em perfis específicos de deficiência no setor metalúrgico.

A maior parte das vagas, equivalente a 71,6%, foi ocupada por trabalhadores com deficiência física ou auditiva, indicando padrão recorrente nas contratações do segmento industrial.

Por outro lado, pessoas com deficiência intelectual, psicossocial, TEA ou múltiplas representaram apenas 6,3% das contratações, revelando barreiras persistentes no acesso ao emprego formal.

“Este é um fato que se repete a cada ano. Esse perfil também aparece em dados nacionais, como no eSocial, na RAIS e no Caged. É um enfrentamento que vamos precisar fazer enquanto sociedade para acabar com essa exclusão”.

Além disso, o evento contou com a presença de representantes do Ministério do Trabalho, que acompanharam a apresentação dos dados e reforçaram o compromisso institucional com inclusão.

“na próxima Pesquisa vamos bater esta meta”, e reforçou que é “gratificante trabalhar junto com o Sindicato nesta luta e provar que a inclusão no mercado de trabalho é possível”.

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