Liberado em diversos Estados, o uso de máscaras de proteção contra a covid-19 deixa de ser obrigatório em para ambientes abertos e fechados. Mas é importante lembrar que o uso ainda é necessário para o acesso ao transporte público – como trens, Metrô, ônibus e suas respectivas plataformas -, além de carros de aplicativos e táxis na cidade de São Paulo. A obrigatoriedade também vale para ambientes de saúde como hospitais, ambulatórios, consultórios, postos de atendimento públicos e particulares.
A desobrigação ocorre por conta da melhoria dos indicadores epidemiológicos e da queda de internações em leitos de UTI e enfermaria após a vacinação.
Entretanto, o professor Gonzalo Vecina Neto, médico sanitarista do Departamento de Política e Gestão em Saúde da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, explica que, embora depois de 22 meses com o uso de máscaras cirúrgicas, muitas pessoas estejam cansadas, “apesar da flexibilização, alguns grupos ainda deveriam usar máscaras, como idosos, obesos mórbidos e pessoas com comorbidades”.

Mesmo com a vacinação mais avançada do País e a queda na taxa de internações em leitos de UTI, o médico sanitarista, alerta que ainda é preciso aumentar a imunização, principalmente a dose de reforço. Vale lembrar que 59 milhões de brasileiros ainda não tomaram a dose de reforço.
O Brasil ainda continua registrando um número alto de óbitos, mais de 300 ao dia, por isso o professor Gonzalo Vecina diz que a meta agora é buscar remédios para combater a covid-19, assim como ocorreu com a vacina. “Os gestores devem sair atrás de remédios, que já existem, para serem usados no tratamento de pacientes que vierem a ter a doença. Essas pessoas podem ser beneficiadas com o tratamento precoce, destinado a paciente com comorbidades, para reduzir a mortalidade em pacientes fragilizados, conclui Vecina Neto.
Apesar de as máscaras terem durado 1 ano, 10 meses e 10 dias, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, diz – quase dois anos depois de decretar a gravidade da crise sanitária causada pela covid-19 – que a pandemia está longe de acabar.
Fonte: Jornal da USP