
Mapeamento revela realidade dos ambulantes em São Paulo
A pesquisa, elaborada pelo Dieese, sobre trabalhadores ambulantes em SP revela a dimensão e os desafios enfrentados por essa categoria essencial para a economia urbana.
O levantamento identificou 12.671 ambulantes distribuídos em 12.337 bancas de vendas espalhadas pela capital paulista.
Além disso, o estudo aponta que a maioria das bancas possui estrutura leve e transportável, como araras, caixotes ou panos no chão, representando 61% dos pontos de venda.
Homens são maioria
Em relação ao perfil da categoria, os homens são maioria, representando cerca de 63% dos trabalhadores, enquanto as mulheres correspondem a aproximadamente 37% do total.
Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra diversidade significativa entre os ambulantes. Mais da metade se declara preta ou parda, enquanto uma parcela expressiva é composta por imigrantes de diferentes países.
Além disso, cerca de 31% dos trabalhadores são estrangeiros, provenientes de mais de 30 nacionalidades, com predominância de sul-americanos, especialmente bolivianos.
Outro dado relevante refere-se à renda média mensal dos ambulantes, estimada em aproximadamente R$ 3 mil, valor equivalente a pouco mais da metade do rendimento médio dos ocupados na cidade.
Insegurança jurídica
Por outro lado, grande parte da categoria enfrenta insegurança jurídica. Mais da metade dos trabalhadores atua sem permissão formal da prefeitura para exercer a atividade nas ruas.
Consequentemente, muitos ambulantes convivem com apreensão de mercadorias, violência ou extorsão, problemas relatados por parcela significativa dos entrevistados na pesquisa.
Além disso, apenas uma minoria contribui regularmente para a Previdência Social, o que limita o acesso a direitos previdenciários e amplia a vulnerabilidade da categoria.
Diante desse cenário, os trabalhadores apontam como prioridades a regularização dos pontos de venda, o fim da repressão nas ruas e melhores condições de infraestrutura para o exercício da atividade.
Mesmo diante das dificuldades, a maioria dos ambulantes afirma que deseja permanecer na profissão, evidenciando a importância econômica e social do comércio de rua.
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