PUBLICADO EM 17 de dez de 2025

Mancha é reintegrado à General Motors após demissão ilegal

Luiz Carlos Prates, o Mancha, voltou ao trabalho na General Motors, em São José dos Campos, nesta quarta-feira (17)

Mancha é reintegrado à General Motors após demissão ilegal

Foto: Roosevelt Cássio

A reintegração do secretário-geral da CSP-Conlutas e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos foi realizada pela manhã, após decisão histórica do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região (Campinas), em novembro.

Acompanhado de dirigentes e ativistas do Sindicato, Mancha recebeu novo crachá da montadora e teve acesso à fábrica, onde exerce função de eletricista. Antes de entrar, Mancha defendeu a livre organização dos trabalhadores e agradeceu seus apoiadores.

“Agradeço a todos que participaram da campanha pela minha reintegração, especialmente aos sindicatos do Brasil e de outros países e às centrais sindicais que se manifestaram em favor da minha readmissão. A estabilidade no emprego a dirigentes de centrais sindicais é fundamental para a organização da classe trabalhadora”, disse.

Demissão ilegal

Mancha foi demitido ilegalmente em novembro de 2022, sem qualquer justificativa. Três anos depois, venceu a batalha judicial contra a montadora.

A ação movida estava fundamentada na garantia contra atos antissindicais que os dirigentes de centrais sindicais detêm.

O desembargador relator, João Batista da Silva, anulou a decisão de primeira instância, que era favorável à montadora, admitindo as provas produzidas no processo.

Esses documentos mostraram a posição de destaque de Mancha na CSP-Conlutas e comprovaram que a GM tem norma interna reconhecendo as centrais sindicais como organismos de representação operária.

A decisão é considerada histórica e poderá servir de referência em outros processos judiciais porque reconhece a estabilidade de um dirigente sindical.

A GM também foi condenada ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais, além de multa diária, caso se recusasse a fazer a reintegração.

Histórico de perseguição

Esta é a terceira vez que Mancha é reintegrado pela Justiça do Trabalho à GM.

Em agosto de 1996, após 40 dias afastado da empresa, o então dirigente do Sindicato voltou às atividades após decisão judicial.

A GM alegava que ele tinha cometido falta grave, mas, na realidade, o afastamento ocorreu em retaliação após participação de Mancha na mobilização por PLR e reposição da inflação.

Após a reintegração, a GM o demitiu novamente, pelo mesmo motivo. Em 1999, depois de três anos afastado da fábrica, Mancha venceu novamente processo judicial e voltou ao trabalho.

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