PUBLICADO EM 30 de mar de 2026

Luiz Carlos Motta representa trabalhadores em evento patronal e defende Fim da Escala 6×1

No 10º Congresso de Relações do Trabalho, Motta enfatiza a importância do fim da escala 6×1 e a adoção da 5×2.

Luiz Carlos Motta defende o fim da escala 6x1 e propõe a jornada de 5x2 em congresso sobre relações de trabalho.

Luiz Carlos Motta defende o fim da escala 6×1 e propõe a jornada de 5×2 em congresso sobre relações de trabalho.

O presidente da Fecomerciários, da CNTC e Deputado Federal Motta representa trabalhadores Motta participou do 10º Congresso de Relações do Trabalho, realizado pela Fecomércio-RS, na cidade de Torres, sábado, dia 28.

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Em uma plenária, majoritariamente formada por representantes dos Sindicatos filiados à Federação gaúcha, Motta proferiu palestra no painel “Debate Sobre a Redução da Jornada”.

Ao seu lado, o também Deputado Federal Alceu Moreira (MDB/RS), oriundo do setor do agronegócio, e Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente em exercício da Fecomércio-SP; ambos contrários à redução.

Convidada, a Deputada Federal Daiana Santos (PCdoB/RS) não pode comparecer.

Coube a Motta, então, marcar posição pelo fim da escala 6×1 e adoção da 5×2, ou seja, cinco dias de trabalho e dois de folga, constituindo, assim, 40 horas semanais, sem redução salarial e sem horas extras.

O painel foi mediado por Lucas Schifino, da Fecomércio-RS. Em meio às reações contrárias por parte do público presente (dadas as origens patronais), Motta marcou firme e corajosa posição sobre o tema em debate.

Entre outros pontos, frisou:

  • “Asseguro: os comerciários querem o fim da escala 6×1, nossa categoria está unida a essa medida que tem forte apelo popular”.
  • “A redução da jornada significa melhores condições de trabalho e de vida para os trabalhadores, sem comprometer a produtividade”.
  • “Não se trata de um embate ideológico, nem de uma disputa entre trabalhadores e empresas. Trata-se de uma discussão sobre saúde pública e dignidade humana”.
  • “Afirma-se que o fim da escala 6×1 levaria à perda de empregos, ao aumento da informalidade e à elevação do custo de vida. Esse argumento constrói um falso dilema, como se fosse preciso escolher entre ‘descanso e emprego’, entre ‘qualidade de vida e crescimento econômico’”.
  • “Foi buscando conquistar essa redução na prática que apresentei o Projeto de Lei 1.176/26 na Câmara Federal. Ele altera a Lei 12.790, que trata da Regulamentação da Profissão de Comerciário. Visa estabelecer a jornada de trabalho de oito horas diárias e 40 horas semanais para os comerciários”.
  • “Sob o ponto de vista econômico, essa redução pode estimular ganhos de produtividade, uma vez que jornadas mais equilibradas tendem a reduzir índices de fadiga, faltas e rotatividade, fatores que impactam diretamente a eficiência do serviço prestado no comércio por trabalhadores que movem a economia brasileira”.
  • “Contribui para a melhoria da qualidade de vida, amplia o tempo disponível para o convívio familiar, descanso e desenvolvimento pessoal”.
  • “A 6×1 foi concebida em um contexto produtivo do Século passado. Hoje, ela se mostra incompatível com a realidade econômica, tecnológica e social do Brasil contemporâneo”.

Motta

“Frisei que estamos abertos ao diálogo responsável. Precisamos manter essa pauta viva, dialogando com todos os setores, a fim de que a almejada redução seja vista como um ganho coletivo e não como um prejuízo”.

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