
Manutenção da Selic em 15% ao ano impacta o custo de vida e o consumo das famílias. Foto: Agência Brasil
O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (17) a manutenção da Taxa Selic em 15% ao ano, confirmando as expectativas do mercado após uma série de aumentos sucessivos. Esse é o maior patamar em quase duas décadas e, segundo previsões, a taxa deve permanecer nesse nível até 2026.
Impacto direto na população
Na prática a alta taxa de juros onera o custo de vida da população. Isso acontece porque os bancos elevam as taxas cobradas em financiamentos, cartões de crédito e empréstimos. Assim, famílias endividadas — em especial as de menor renda — acabam pagando parcelas mais pesadas, o que compromete ainda mais o orçamento doméstico.
Economia estagnada
Outro efeito é o freio no consumo e nos investimentos. Ao encarecer o crédito, as empresas reduzem seus planos de expansão e contratação, enquanto os consumidores diminuem as compras. Esse movimento trava a economia e dificulta a geração de empregos, criando um ciclo de estagnação.
Concentração de riqueza
Enquanto trabalhadores e pequenas empresas enfrentam dificuldades, quem possui aplicações financeiras atreladas à Selic se beneficia. Investidores e grandes bancos lucram com a remuneração alta da renda fixa, o que aprofunda a desigualdade social no país.
O maior patamar em 20 anos
Com a Selic em 15%, o Brasil volta a viver um cenário semelhante ao início dos anos 2000, quando o peso dos juros elevados corroía a renda da classe trabalhadora e reduzia o potencial de crescimento do país. Especialistas alertam que a manutenção da taxa até 2026 pode comprometer projetos de desenvolvimento e políticas sociais, deixando em segundo plano o combate ao desemprego e à pobreza.
Leia também:



















