
Libertado: José Elías Torres, secretário geral da Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV)
Às 3h12 da manhã deste sábado, 14 de fevereiro de 2026, José Elias Torres, secretário geral da Confederação dos Trabalhadores da Venezuela (CTV), foi libertado após mais de dois meses de cativeiro sob custódia das forças de segurança venezuelanas. Torres havia sido detido arbitrariamente em 29 de novembro de 2025, sem ordem judicial, e mantido em situação que organizações de direitos humanos classificaram como desaparecimento forçado. Sua libertação aconteceu na sede da Polícia Nacional Bolivariana na zona de Boleíta, em Caracas, encerrando um período de incertezas e tensões para sua família e para o movimento sindical internacional, que exigia sua imediata libertação.
A detenção de Torres, que é secretário-geral da CTV, foi amplamente condenada como violação dos direitos sindicais básicos e da liberdade de associação protegido por normas internacionais do trabalho, como as Convenções nº 87 e 98 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Grupos sindicais e de direitos humanos vinham denunciando, desde o fim de novembro, a restrição de informação sobre o paradeiro do dirigente e as condições de sua detenção.
A Confederação Sindical Internacional (CSI) saudou a libertação de Torres e de outros dirigentes sindicais detidos e ressaltou que esta conquista traz alento para a classe trabalhadora venezuelana e sua luta por direitos fundamentais. Em nota oficial, o secretário-geral da CSI, Luc Triangle, afirmou que a libertação representa uma esperança não apenas para as famílias dos líderes, mas para todos os trabalhadores e sindicalistas que resistem à repressão e à criminalização no país.
A CSI também fez um apelo às autoridades venezuelanas para que garantam o pleno respeito à liberdade sindical, sem exceções, e intensifiquem o diálogo social com organismos internacionais e com a própria OIT. A declaração reforça que o direito de organização e de associação sindical são pilares universais dos direitos humanos e trabalhistas, que não podem estar sujeitos a perseguições políticas.
Organizações sindicais, redes internacionais de trabalhadores e comitês de direitos humanos destacaram que a libertação de Torres é um fato relevante, mas sublinham que ainda persistem denúncias de detenções arbitrárias e repressão a ativistas e líderes sindicais na Venezuela, o que segue mobilizando protestos e ações de denúncia perante organismos multilaterais.
Torres agora reencontra sua família e colegas após mais de dois meses de incerteza, e sua libertação é recebida por setores do movimento sindical como uma vitória e um chamado à vigilância contínua pelo respeito irrestrito aos direitos dos trabalhadores em toda a América Latina.
Leia também:
Sindicalismo protesta contra prisão de José Elías Torres



