
A nova lei sancionada por Lula representa um avanço histórico na isenção do Imposto de Renda, beneficiando diversas faixas de renda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26) a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A medida, estabelece ainda descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais.
O projeto foi aprovado por unanimidade tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, em outubro e novembro, respectivamente.
A norma, considerada uma das principais medidas econômicas de 2025, passará a valer para as declarações que serão entregues a partir de 2027.
A cerimônia de sanção ocorreu no Palácio do Planalto, com participação de ministros, parlamentares, representantes do Congresso Nacional e representantes das centrais sindicais.
Durante seu discurso, o presidente Lula ressaltou o caráter social da iniciativa e afirmou que a mudança integra o compromisso do governo com a redução das desigualdades e a garantia de renda às famílias.
“Combater disparidades exige o envolvimento do governo com aqueles que vivem situações de maior vulnerabilidade e declarou que a política tributária deve contribuir para uma distribuição mais equilibrada de riqueza”, afirmou.
Agora, com a sanção do presidente, a proposta se torna oficialmente uma lei federal e entra em vigor — no entanto, a isenção só vale a partir de janeiro de 2026.
De acordo com o governo, cerca de 15 milhões de brasileiros vão deixar de pagar imposto de renda com a nova lei.
A legislação também aumenta a taxação de altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. O evento foi realizado no Palácio do Planalto.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Participação do movimento sindical
O movimento sindical teve participação ativa na aprovação da Lei e estava representado na cerimônia em que o presidente Lula assinou a medida, por:
- Sergio Nobre, presidente da CUT,
- Miguel Torres, presidente da Força Sindical,
- Antonio Neto, presidente da CSB,
- Nilsa Almeida, secretária geral da Intersindical.
Durante o ato, lideranças reafirmaram que a medida representa vitória expressiva construída com mobilização constante, diálogo permanente e pressão social organizada, garantindo avanço concreto em justiça tributária nacional.
Além disso, os sindicalistas celebram que a assinatura corrige desigualdades históricas, fortalece renda, estimula consumo e impulsiona desenvolvimento econômico, promovendo mais equilíbrio social e inclusão sustentável para milhões de brasileiros.
“Hoje Lula sanciona a lei que garante isenção até R$ 5 mil e reduz alíquota até R$ 7.350, resultado da luta sindical”, afirmou o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.
O presidente da CUT, Sergio Nobre lembrou, em seu discurso, que a justiça tributária é uma bandeira histórica do movimento sindical, construída ao longo de décadas de luta.
O sindicalista disse ainda que a isenção para quem ganha até 5 mil reais representa um passo gigantesco na direção da tão sonhada justiça tributária.
“Para nós, é motivo de orgulho ver essa conquista ser conduzida por um presidente sindicalista, comprometido em construir um Brasil mais justo, democrático e soberano, com a classe trabalhadora no centro das decisões”, acrescentou Nobre.
O sindicalista completou que essa medida significará para milhões de trabalhadores um salário extra no ano — um verdadeiro décimo quarto salário — que impulsionará o consumo, fortalecerá o emprego e ampliará o bem-estar do nosso povo. Muito obrigado, presidente Lula.”
” A medida vai impactar positivamente a renda, o consumo e o desenvolvimento econômico nacional”, celebrou Nobre.
O governo federal encaminhou o texto da lei ao Congresso Nacional em março, e a Câmara dos Deputados o aprovou em outubro, seguida pelo Senado no início do mês.
Mudanças
1. Ampliação da faixa de isenção
- Antes: Isenção apenas para quem ganha até R$ 3.076 (equivalente a dois salários mínimos).
- Agora: A partir de janeiro de 2026, ficam isentos do IR os contribuintes com rendimentos mensais de até R$ 5.000.
2. Criação de uma faixa de tributação reduzida
- Quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 pagará valores menores de IR.
- A redução do imposto é progressiva: quanto menor o salário dentro dessa faixa, maior o desconto.
3. Sem benefício acima de R$ 7.350
-
Contribuintes que ganham acima de R$ 7.350 mensais não terão redução no imposto.
4. Compensação da perda de arrecadação
Para equilibrar as contas, o projeto cria novas medidas de tributação:
a) Alíquota adicional para altos rendimentos
-
Contribuintes que recebem mais de R$ 600 mil por ano (aprox. R$ 50 mil/mês) pagarão uma
alíquota extra progressiva, que pode chegar a 10%.
b) Tributação de lucros e dividendos enviados ao exterior
-
Passam a ser tributados com alíquota de 10%.
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