
Greve de operários da construção em Belém termina após acordo – Foto: Ricardo Stuckert / PR
Após nove dias de greve, os operários da construção civil de Belém encerraram a paralisação nesta quarta-feira, aceitando proposta patronal que garantiu reajuste salarial abaixo das reivindicações iniciais.
De acordo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e Mobiliário de Belém, a paralisação afetou 70% das obras da capital, incluindo projetos estratégicos para a COP30.
Entre as reivindicações, os trabalhadores exigiam aumento salarial, melhores condições de trabalho, promoção de mulheres na área e pagamento de Participação nos Lucros em duas parcelas de R$ 378.
Proposta aceita
Inicialmente, a categoria pediu reajuste de 10,25%, mas aceitou 6,5%. O acordo ainda estabeleceu aumento da cesta básica para R$ 160 e PLR de R$ 350.
O Dieese calculou a cesta básica em R$ 687,30, evidenciando defasagem. Mesmo assim, os trabalhadores encerraram a greve, avaliando que o acordo representou algum avanço imediato.
Mobilização dos trabalhadores
A paralisação mobilizou cerca de cinco mil trabalhadores desde 16 de setembro, pressionando empresários e o governo estadual diante da proximidade da COP30, marcada para novembro em Belém.
Apesar do impacto, o governo do Pará afirmou que as obras seguem o cronograma de entrega. A organização da conferência também assegurou que os prazos serão cumpridos.
Preparação para a COP30
A COP30 ocorrerá entre 10 e 21 de novembro, reunindo 50 mil participantes e chefes de Estado. Belém prepara infraestrutura para receber delegações internacionais.
As obras prioritárias incluem a Vila COP30, reformas na base aérea, mercados tradicionais e o Parque da Cidade, que sediará o evento climático de maior importância global.
Embora algumas intervenções só terminem após 2026, o governo estadual garante que as entregas essenciais estarão prontas, deixando como legado melhorias permanentes em mobilidade e saneamento para a capital.



