
Greve da construção civil garante avanços em obras da COP30
A greve da construção civil no Pará conquistou avanços concretos. Após reunião com o Sinduscon-PA sem progresso, o STICMB articulou novas negociações que resultaram em acordos relevantes.
No período da tarde, os trabalhadores garantiram um acordo coletivo com Vila Galé, GPE Prime, Normatel e terceirizadas, todas envolvidas em obras estratégicas da COP30.
O acordo, válido por um ano, assegurou reajuste salarial de 9,5%, cesta básica, PLR de R$ 378, aviso prévio indenizado e outras conquistas significativas.
A mobilização envolveu milhares de operários e impactou empreendimentos essenciais, como a Vila COP, o Parque da Cidade e o complexo hoteleiro previstos para receber visitantes internacionais.
Segundo o coordenador-geral Ailson Cunha, o resultado foi fruto da força da categoria. “Quando paramos juntos, conseguimos avançar e arrancar direitos importantes”, destacou.
Ailson ressaltou que se Vila Galé e terceirizadas fecharam acordo, as demais empresas também terão que se adequar. “Não aceitaremos menos do que isso”, afirmou.
Na terça-feira, primeiro dia da paralisação, mais de 1.500 trabalhadores marcharam até o Parque da Cidade, paralisando 80% das obras, segundo o sindicato.
Na quarta-feira, houve piquetes nos canteiros e passeata até o Ministério do Trabalho, mas empresários ofereceram apenas 6% de reajuste e cesta básica de R$ 130.
A diretora Daniele de Brito criticou a proposta. “Foi uma vergonha, quase nada mudou. Só avançou porque o Ministério mediou”, declarou, após rejeição unânime da assembleia.
O servente de pedreiro Gilmar Piedade denunciou salários miseráveis. “Vivemos superexplorados, mal pagamos contas. Queremos dignidade e um salário que sustente nossas famílias”, afirmou, confiante na vitória da mobilização.
Assim, trabalhadores de Belém, Ananindeua e Marituba entraram no terceiro dia de greve, convictos de que só a luta coletiva garantirá conquistas duradouras para a categoria.



