PUBLICADO EM 18 de set de 2025

Greve da construção civil garante avanços em obras da COP30

Greve da construção civil no Pará garante acordo histórico em obras da COP30, com reajuste salarial, benefícios ampliados e pressão sindical sobre empresas estratégicas

Greve da construção civil garante avanços em obras da COP30

Greve da construção civil garante avanços em obras da COP30

A greve da construção civil no Pará conquistou avanços concretos. Após reunião com o Sinduscon-PA sem progresso, o STICMB articulou novas negociações que resultaram em acordos relevantes.

No período da tarde, os trabalhadores garantiram um acordo coletivo com Vila Galé, GPE Prime, Normatel e terceirizadas, todas envolvidas em obras estratégicas da COP30.

O acordo, válido por um ano, assegurou reajuste salarial de 9,5%, cesta básica, PLR de R$ 378, aviso prévio indenizado e outras conquistas significativas.

A mobilização envolveu milhares de operários e impactou empreendimentos essenciais, como a Vila COP, o Parque da Cidade e o complexo hoteleiro previstos para receber visitantes internacionais.

Segundo o coordenador-geral Ailson Cunha, o resultado foi fruto da força da categoria. “Quando paramos juntos, conseguimos avançar e arrancar direitos importantes”, destacou.

Ailson ressaltou que se Vila Galé e terceirizadas fecharam acordo, as demais empresas também terão que se adequar. “Não aceitaremos menos do que isso”, afirmou.

Na terça-feira, primeiro dia da paralisação, mais de 1.500 trabalhadores marcharam até o Parque da Cidade, paralisando 80% das obras, segundo o sindicato.

Na quarta-feira, houve piquetes nos canteiros e passeata até o Ministério do Trabalho, mas empresários ofereceram apenas 6% de reajuste e cesta básica de R$ 130.

A diretora Daniele de Brito criticou a proposta. “Foi uma vergonha, quase nada mudou. Só avançou porque o Ministério mediou”, declarou, após rejeição unânime da assembleia.

O servente de pedreiro Gilmar Piedade denunciou salários miseráveis. “Vivemos superexplorados, mal pagamos contas. Queremos dignidade e um salário que sustente nossas famílias”, afirmou, confiante na vitória da mobilização.

Assim, trabalhadores de Belém, Ananindeua e Marituba entraram no terceiro dia de greve, convictos de que só a luta coletiva garantirá conquistas duradouras para a categoria.

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