
Sinpospetro-RJ retoma negociações e mobiliza trabalhadores contra proposta patronal considerada insuficiente
Amanhã, 8 de outubro, o Sinpospetro-RJ retoma a negociação salarial dos sete mil frentistas do estado. Após quatro meses, patrões ainda não apresentaram proposta que atenda.
Para assegurar direitos garantidos na Convenção Coletiva, dirigentes sindicais realizam manifestações há um mês em postos da Baixada Fluminense, Costa Verde e no Sul do Estado.
O presidente Eusébio Pinto Neto esteve em Duque de Caxias, convocou os trabalhadores à união e reforçou que sem luta não há aumento real nos salários.
A mobilização continua nesta terça-feira, com ações na Baixada Fluminense. Eusébio destacou a importância da unidade para pressionar os patrões e fortalecer a campanha salarial.
O dirigente enalteceu a categoria que trabalha exposta a riscos químicos, tóxicos, sol e chuva, garantindo lucros às empresas enquanto luta por melhores condições.
Ele afirmou que oito dias de trabalho mensal garantem salários, enquanto vinte e dois dias restantes geram lucros expressivos, revelando desigualdade entre esforços dos frentistas e ganhos patronais.
Mesmo após flexibilizações, o patronal não cedeu. Na última reunião, ofereceu reajuste de 5,7% e aumento no tíquete-alimentação, condicionando à extinção do abono.
O sindicato rejeitou a proposta, ressaltando que o tíquete digno é um direito básico. Além disso, o aumento salarial oferecido não atende às necessidades da categoria.
O Sinpospetro-RJ reivindica 7,5% de reajuste salarial, 20% no vale-alimentação, 10% no abono e gratuidade no transporte, assegurando conquistas essenciais para os trabalhadores.
Eusébio Neto alertou que, sem aumento real, em menos de dois anos o piso da categoria ficará abaixo do salário mínimo, prejudicando duramente os frentistas.
A data-base da categoria está garantida. Portanto, tudo que for conquistado será pago retroativamente a 1º de junho, reforçando a importância da mobilização permanente.
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