
Poderes da República recebem delegação da FITIASP e da UFCW em Brasília: Um marco de solidariedade internacional
BRASÍLIA / SÃO PAULO — A semana de 1º a 6 de fevereiro de 2026 entra para a história do movimento sindical da alimentação como um marco de força, organização e solidariedade internacional. Em uma intensa jornada que percorreu São Paulo e Brasília, a FITIASP e o STILASP recepcionaram a alta delegação da UFCW, uma das maiores entidades sindicais do mundo, que representa mais de 1,2 milhão de trabalhadores nos Estados Unidos e no Canadá.
Sob a condução do secretário de Relações Internacionais da FITIASP e presidente do STILASP, Carlos Oliveira, a visita foi muito além de um intercâmbio protocolar. Tratou-se de uma demonstração concreta de articulação política internacional, com foco na defesa de direitos, no enfrentamento à precarização do trabalho e no fortalecimento do sindicalismo em escala global.
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São Paulo: unidade entre alimentação e comércio
A agenda teve início no dia 1º de fevereiro, na capital paulista, onde a estratégia da missão foi desenhada. A delegação da UFCW foi recebida na histórica sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, em um encontro que simbolizou a convergência entre os setores de alimentação e comércio.
A recepção foi conduzida por Ricardo Patah, presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários. O encontro reafirmou a unidade do movimento sindical e permitiu a construção de linhas de ação conjunta entre FITIASP, STILASP, UGT e Comerciários para os próximos anos.
Chão de fábrica e diálogo com o setor produtivo
O compromisso com a realidade dos trabalhadores marcou toda a programação. A delegação internacional realizou visitas técnicas de alto nível às maiores processadoras de proteína do país, reforçando o diálogo entre sindicatos e setor produtivo.
No dia 3 de fevereiro, os representantes da UFCW estiveram na JBS, na unidade da Vila Jaguará, onde realizaram uma imersão técnica e debateram com a diretoria os desafios da cadeia produtiva da carne e as conquistas asseguradas pela atuação sindical no Brasil. Já no dia 4, antes do deslocamento para Brasília, a comitiva participou de reunião institucional na BRF, discutindo tendências globais do setor de alimentos e condições de trabalho.
Os encontros evidenciaram que o STILASP mantém um diálogo firme, transparente e estratégico com o setor patronal, sempre com o objetivo de garantir benefícios concretos à categoria.
Brasília: o sindicato nos Poderes da República
A missão atingiu seu ponto culminante em Brasília, no dia 5 de fevereiro, quando a agenda ganhou caráter de Estado. A FITIASP e a UFCW foram recebidas por autoridades dos Três Poderes da República, consolidando o reconhecimento institucional da força do sindicalismo.
A programação teve início no Ministério do Trabalho e Emprego, com recepção pelo ministro Luiz Marinho, que destacou a importância da cooperação internacional para blindar direitos conquistados e avançar na proteção laboral. O ministro manifestou solidariedade aos trabalhadores norte-americanos diante das políticas conservadoras e da instabilidade enfrentada nos Estados Unidos.
Na Câmara dos Deputados, a delegação reuniu-se com o deputado federal Hugo Motta, alinhando pautas legislativas em defesa dos trabalhadores e do fortalecimento da legislação social.
Em um dos momentos mais solenes da missão, a comitiva foi recebida pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. O encontro simbolizou o entendimento de que não há desenvolvimento econômico sem sindicatos fortes e reafirmou os laços de cooperação entre Brasil e Estados Unidos.
A agenda institucional foi encerrada na sexta-feira, 6 de fevereiro, com um café da manhã no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em reunião com o ministro Lelio Bentes, completando o ciclo de diálogo com Executivo, Legislativo e Judiciário.
Um legado de liderança e internacionalismo
A jornada sindical internacional deixou um recado claro: a luta dos trabalhadores não conhece fronteiras. A FITIASP, o STILASP, a UGT e a UFCW demonstraram capacidade de mobilizar governos, dialogar com o setor produtivo e atuar de forma coordenada para enfrentar a precarização do trabalho.
O sucesso da missão consolida o papel de Carlos Oliveira e das entidades da alimentação como protagonistas da diplomacia sindical, reforçando que a solidariedade internacional é hoje um instrumento essencial para a defesa da democracia, dos direitos sociais e da dignidade do trabalho.
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