
FITIASP cria órgão para fortalecer mulheres
A FITIASP lançou a Coordenadoria de Direitos das Mulheres para ampliar o protagonismo feminino e, além disso, enfrentar desigualdades salariais estruturais no setor alimentício paulista.
Na última quinta-feira, a federação aprovou por unanimidade a criação da coordenadoria e, assim, reuniu dirigentes sindicais, representantes, funcionárias e assessoras em sua sede.
Durante a abertura, o presidente Paulão reafirmou o compromisso com igualdade e, dessa forma, destacou a importância de construir um movimento sindical inclusivo e conectado.
Desigualdade estrutural
Além disso, a economista Renata Filgueiras, do DIEESE, apresentou dados da RAIS/2024 que evidenciam desigualdades persistentes e, consequentemente, reforçam a necessidade de políticas específicas.
Segundo o levantamento, as mulheres representam apenas 33,4% da força de trabalho e, ainda, recebem em média 23,7% menos que os homens.
Além disso, o estudo aponta maior rotatividade, menor estabilidade e concentração feminina nas faixas salariais mais baixas, evidenciando desigualdade estrutural persistente no setor alimentício paulista.
Nesse contexto, a coordenadoria atuará permanentemente e, inicialmente, será liderada pelas diretoras Elaine Akemi e Márcia Bagnato, designadas como coordenadoras gerais da iniciativa.
Atuação permanente
De acordo com Elaine Akemi, a coordenadoria amplia a organização e, assim, dá visibilidade às demandas femininas, enquanto fortalece o enfrentamento das desigualdades no trabalho.
Já Márcia Bagnato destacou a necessidade de combater práticas machistas e, desse modo, afirmou que essas condutas limitam a participação feminina nos espaços de decisão.
A coordenadoria promoverá ações de conscientização e, além disso, criará um canal de apoio para garantir acolhimento e combater discriminações no ambiente laboral.



Agenda de lutas para 2026
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Maio: O mês será focado na promoção da igualdade salarial, fundamentada na Lei nº 14.611/2023. As ações nas bases incluirão a fiscalização nas empresas, a inclusão de cláusulas em convenções coletivas e o estímulo à exigência de relatórios de transparência salarial.
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Julho: O foco será o combate ao assédio moral e sexual no trabalho, com base na Lei nº 14.457/2022. O planejamento prevê rodas de conversa com trabalhadoras, orientação sobre mecanismos de denúncia e fiscalização da implementação da CIPA+A nas empresas.
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Agosto: Em alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), a Coordenadoria realizará uma atividade central sobre a prevenção à violência doméstica e articulará apoio com a rede local de proteção, como CRAS e Ministério Público.
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Outubro: O planejamento voltará as atenções para a saúde preventiva da mulher. Haverá campanhas contra o câncer de mama e colo do útero, além do incentivo a políticas de saúde mental e apoio psicológico para gestantes e mães trabalhadoras.
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Novembro: Integrando-se ao Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher (25/11), as atividades darão continuidade à agenda de agosto, promovendo debates sobre a prevenção de diversas formas de violência (física, psicológica, patrimonial e sexual) e do feminicídio, com base na Lei nº 13.104/2015.
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